26
jun

Cuidado com a mistura álcool e medicamentos

Publicado em Artigos Notícias

Não é incomum ouvir relatos de pessoas que fazem uso de algum tipo de medicamento e, mesmo assim, não dispensam aquela cervejinha com os amigos, ainda mais em dia de jogos. Mas todo cuidado é pouco. Muito mais do que uma leve displicência, a prática pode ocasionar sérios problemas de saúde.

“A medicina tem evoluído muito e os medicamentos estão cada vez mais seguros, mas a interação com o álcool pode sobrecarregar o fígado, onde a maioria dos remédios e as bebidas são metabolizadas”, explica Marta Deguti, hepatologista.

Dependendo do medicamento utilizado, o quadro pode ser ainda mais grave. Tratamentos para combater depressão e ansiedade podem, ao invés de tratar a enfermidade, potencializar a condição psíquica da pessoa, como deixá-la mais deprimida ou propensa ao suicídio.

“A literatura médica relata, inclusive, que há maior risco de insuficiência respiratória”, observa a médica.

Algumas das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como pressão alta e problemas cardíacos, podem ter o efeito do remédio potencializado, intoxicando o organismo. O mesmo ocorre em pessoas com diagnóstico de glaucoma.

No caso de diabetes, essa interação pode levar a complicações agudas como a hiperglicemia e ao coma diabético em caso de ingestão excessiva de álcool, principalmente se a pessoa for insulinodependente, ou seja, não produzir no pâncreas o hormônio que metaboliza a glicose que entra no corpo após a ingestão de alimentos e de bebidas alcoólicas.

O consumo exagerado de álcool também pode provocar impotência sexual nos homens. Pior ainda quando se mistura a bebida com medicamento contra a disfunção erétil, uma prática que tem se mostrado comum no País.

“A droga responsável pela ereção, neste caso, é vasoconstritora, isto é, ela estreita os vasos sanguíneos. A bebida alcoólica potencializa o efeito do medicamento e pode acabar lesionando os tecidos”, alerta a hepatologista.

Por isso, é importante o acompanhamento médico para entender o efeito da interação dos medicamentos com o álcool e evitar surpresas desagradáveis e problemas graves de saúde.

18
jun

Astro de Harry Potter conta sobre alcoolismo

Publicado em Notícias

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Ator Daniel Radcliffe chegou a ir bêbado para as filmagens de Harry Potter.

Daniel Radcliffe, mais conhecido como o bruxo Harry Potter, declarou ao programa Sky Arts, que irá ao ar no fim do ano, que frequentemente consumia álcool para conseguir lidar com a pressão de viver o personagem e já chegou a ir ao set de filmagens ainda sob o efeito da bebida.

De acordo com entrevista publicada pelo Mirror, o ator, agora com 24 anos, temia estar nas listas dos famosos desaparecidos. “Não era uma pressão real, mas era uma pressão de viver pensando ‘e se todas essas pessoas dizendo que não vou ter uma carreira? E se elas estiverem certas e estiverem rindo e eu estarei destinado a aparecer em um monte listas de ‘Onde eles estão agora?’”, declarou Radcliffe.

O jovem ator, que deixou a bebida alcóolica se tornar rotina, deu um basta no vício em 2010, quando se deu conta que sua própria personalidade estava conturbada. “Eu vivia com um medo constante de quem eu iria conhecer, do que eu poderia dizer a eles, o que eu poderia fazer a eles, então ficava no meu apartamento por dias e bebendo sozinho. Eu era um recluso aos 20. Era patético – não era eu: sou divertido, educado, mas [o álcool] me tornou grosseiro.”

Carreira/ Ao contrário do medo constante de Daniel, sua carreira decolou, tanto nas telas quanto nos palcos. No ano passado, o ator participou da série “Diário de um Jovem Médico”; em 2012, ele estrelou o thriller “A Mulher de Preto”; e também está no elenco do novo “Frankenstein”, previsto para ser lançado em 2015. Radcliffle também foi reconhecido no teatro quando atuou na peça “Equus”, interpretando Alan Strang, homem que tem fetiche por cavalos. A última peça que participou foi em 2011, intitulada “How to Succeed in Business Without Realling Trying”.

 

17
jun

A triste realidade das drogas na terceira idade

Publicado em Artigos

drogas-na-3a-idadeO comerciante D.B., 66 anos, de Rio Preto, faz parte de uma estatística crescente no mundo: pessoas com mais de 60 anos estão ingerindo cada dia mais bebidas alcoólicas e outras drogas. Apesar de já ter sido submetido a três cirurgias do coração e tomar medicamento de uso diário, ele garante que bebe pelo menos três cervejas e entre sete e oito doses de cachaça diariamente, e diz que não vê nenhum problema nisso.

Revisão bibliográfica divulgada pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), organização não governamental que se destaca como uma das principais fontes no Brasil sobre o tema, indica prevalência crescente de problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas entre idosos. O único cuidado que o comerciante diz tomar é um intervalo de dez horas entre o remédio e o álcool. “O médico não sabe que eu tomo todos os dias. Eu falei que tomo uma cervejinha às vezes”, admite à reportagem.

O assunto preocupa profissionais da área da saúde devido ao aumento observado no número de admissões em unidades de pronto-atendimento e busca por tratamento associados ao uso dessas substâncias. No entanto, faltam estudos científicos que avaliem esta questão de forma abrangente. Em Rio Preto, levantamento feito pelo Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (CAPS-AD) mostra que, em 2012, 144 homens com mais de 60 anos foram atendidos pelo uso de álcool e outros substâncias entorpecentes.

Isso corresponde a 4% do total de 3.560 atendimentos feitos pelo Centro no período. A prevalência maior é na faixa dos 60 a 64 anos e está relacionada ao uso do álcool: 64 casos. Outras 27 mulheres com mais de 60 também foram atendidas no período pelo uso de álcool e outras drogas, ou 2,6% dos 1.020 atendimentos. A maior parte delas, 17, também por álcool. De janeiro a julho de 2013, o Caps atendeu 55 homens com mais de 60 anos por uso de álcool e outras drogas. Foram 52 casos de alcoolismo, sendo 30 deles em pacientes entre os 60 e 64 anos. Nos sete primeiros meses do ano passado a maioria das mulheres com problema de alcoolismo tinha entre 70 e 74 anos.

De acordo com a gerente do CAPS – AD Vila Clementina, Helen Cristina dos Santos Santana, os idosos são minoria entre os pacientes e chegam levados pela família. “Eles são usuários há muito tempo e geralmente apresentam os primeiros sinais como enfraquecimento nos membros superiores e inferiores, demência e alguns com prejuízos neurológicos”, explica. Quando é seguido o plano terapêutico indicado, existe perspectiva de melhora.

‘Bebedores pesados’ correspondem a 12%

Dados epidemiológicos recentes sobre uso de álcool e outras substâncias entorpecentes na terceira idade (acima de 60 anos) foram analisados por pesquisadores do Núcleo de Epidemiologia Psiquiátrica do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (NEP-IPqFMUSP), que publicaram uma revisão bibliográfica sobre o tema na revista Current Opinion in Psychiatry, na edição de julho de 2013. Com relação ao padrão de consumo do álcool, o termo “uso nocivo” ou “de risco” é empregado para indicar um padrão de utilização que expõe o sujeito a maior propensão a prejuízos físicos e psicológicos.

No Brasil, os dados de uma pesquisa nacional são preocupantes: 12% dos entrevistados com mais de 60 anos foram classificados como bebedores pesados (consumo de mais de 7 doses por semana), 10,4% como bebedores pesados episódicos (considerado por este estudo como o consumo de mais de 3 doses em uma única ocasião) e quase 3% foram diagnosticados como dependentes. Na revisão bibliográfica, verificou-se que o padrão “beber pesado episódico (BPE) e os transtornos relacionados ao álcool (abuso e dependência) em idosos estão mais associados ao sexo masculino e economicamente desfavorecidos.

Em paralelo, as idosas representam um subgrupo que merece atenção específica, já que para elas a progressão do uso à dependência tende a ocorrer mais rapidamente e as conse-quências adversas iniciam-se mais precocemente. Além disso, as idosas estão especialmente mais propensas que os homens a utilizar medicamentos de prescrição como tranquilizantes, analgésicos, sedativos, estimulantes e antidepressivos. “Nos idosos, o abuso de drogas é a terceira doença psiquiátrica mais comum, começando pela depressão, depois demência e drogas”, diz o psiquiatra Ururahy Botosi Barroso, presidente da Comunidade Terapêutica Felicidade, que cuida da recuperação de dependentes químicos.

Segundo ele, entre as principais causas, os chamados estressores psicossociais desencadeadoras do abuso de drogas, são a aposentadoria, a solidão, a viuvez, o isolamento social e alguma doença crônica. A aposentadoria normalmente leva a uma queda grande do nível de vida, e isso acaba gerando muita perturbação emocional. O uso por automedicação prolongada de benzodiazepínicos, tarjas pretas, também facilitam o abuso de drogas ilícitas.

Vulnerabilidade emocional

O tratamento para dependentes químicos segue o mesmo padrão, acrescido do cuidado aumentado junto ao idoso pela sua maior vulnerabilidade emocional, bem como medicações, pois normalmente existem doenças crônicas associadas. “Infelizmente, no nosso país, na cultura do capitalismo, é valorizado quem produz. Como o idoso é desvalorizado pela nossa sociedade, isso acaba facilitando o uso de drogas por eles, pois a dor emocional de solidão, de abandono, é muito alta.

Esquecemos que também seremos idosos, a não ser que morramos antes e que. lá na frente, sejamos vítimas daquilo que um dia alimentamos na idade jovem”, diz o psiquiatra Ururahy Botosi Barroso. Segundo ele, muitos procuram tratamento por causa de outras doenças que se agravam com o abuso das drogas. O resultado do tratamento entre idosos é mais delicado, pois eles são muito mais doentes e vulneráveis que os jovens, e o que é pior: muitos são abandonados pela família, pelo estado e pela sociedade.

06
jun

4 receitas de bebidas sem álcool para Festas Juninas

Publicado em Receitas

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Para aquecer as noites frias do mês de junho, nada melhor que uma bebida quentinha, feita com muito carinho. Confira algumas receitas de bebidas sem álcool para aquecer o seu mês.

1. Chocolate quente cremoso

  • 2 xícaras (chá) de leite;
  • 1 caixinha de creme de leite;
  • 3 colheres (sopa) de chocolate em pó (não achocolatado);
  • 3 colheres (sopa) de açúcar;
  • 1 colher (café) de canela em pó;
  • 1 pitada de gengibre em pó;
  • 1 pitada de cravo em pó.

Modo de preparo: misture todos os ingredientes e leve ao fogo. Mexa sempre, até ferver. Sirva quente.

2. Quentão sem álcool

  • 200g de gengibre picado em pedaços finos;
  • 5 pedaços de canela em pau;
  • 1 colher (chá) de cravo;
  • 1 L de água;
  • 2 xícaras de açúcar;
  • 2 limões.

Modo de preparo: coloque o gengibre e o açúcar em uma panela, leve ao fogo, mexendo sempre, até virar uma pasta marrom (não deixe queimar muito, para não ficar amargo). Junte a água, a canela e o cravo. Deixe ferver por uns 20 minutos em fogo baixo. Esprema os dois limões e junte somente na hora de servir.

3. Vinho quente sem álcool

  • 2 L de suco de uva integral;
  • 1 kg de açúcar;
  • 100g de gengibre picado em pedaços finos;
  • 5 pedaços de canela em pau;
  • 1 colher (chá) de cravo;
  • 3 maçãs sem casca (cortadas em cubinhos);
  • 1 lata de pêssego em calda escorrida (cortados em cubinhos).

_Modo de preparo:_coloque o gengibre e o açúcar em uma panela, leve ao fogo, mexendo sempre, até virar uma pasta marrom (não deixe queimar muito, para não ficar amargo). Acrescente o suco de uva. Quando ferver adicione o pêssego e a maçã e deixe as frutas cozinharem um pouco. Sirva bem quente.

4. Leite queimado

  • 3 colheres (sopa) de açúcar;
  • 500 ml de leite;
  • 1 colher (sobremesa) de canela em pó.

Modo de preparo: em uma panela, leve o açúcar ao fogo até caramelizar. Despeje o leite sobre o açúcar caramelizado e acrescente a canela. Deixe ferver até derreter as pedrinhas do açúcar queimado. Sirva bem quente.

Essas bebidas deliciosas fazem sucesso nas Festas Juninas, mas também são ótimas para acompanhar pipocas e um bom filme em casa!