18
nov

Superação: jovem vende água na rua vestido de garçom após vencer as drogas

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Ex-usuário de drogas, Thiago dos Santos Pires, de 27 anos, venceu a batalha contra a dependência química e, vestido de garçom, hoje ganha a vida vendendo água mineral no sinaleiro que fica no cruzamento de duas avenidas movimentadas de Goiânia. Ele encontrou no trabalho a chance de recuperar a convivência com o filho de 4 anos, que, segundo ele, não o vê há pelo menos dois anos.

Usando camisa branca, gravata borboleta, calça e sapatos sociais, Thiago serve os clientes em uma bandeja areada, onde apoia o balde com as garrafas imersas no gelo, e lucra cerca de R$ 800 por semana. O pequeno jarro de flores sobre a bandeja traz sofisticação ao trabalho do vendedor que nunca soube o que é uma vida luxuosa.

“Eu comecei vendendo água vestido normal, de bermuda, camiseta, mas percebi que não rendia muito e, às vezes, até via um pouco de medo dos motoristas”, conta o jovem.

“Minha mãe é auxiliar de serviços gerais e sempre trabalhou muito pra dar o pouco que a gente, nove irmãos, tinha”, conta o jovem. Aos 16 anos de idade ele saiu de casa para ir em busca do pai, que até então não conhecia. A partir daí a vida dele “saiu dos eixos”, conforme diz.

“Foi nessa época que me envolvi com amizades que me fizeram afundar nas drogas”, conta Thiago, que passou a morar com o pai em Senador Canedo, na Região Metropolitana da capital. O jovem conta que, quando era usuário de drogas, esteve muito próximo de se tornar um criminoso.

“A gente entra num grau de dependência tão grande que eu comecei a me envolver com gente perigosa e quase fui aliciado pelo tráfico”, revela.

O vendedor lembra que alguns amigos tentaram ajudá-lo, o incentivando a procurar ajuda. Ele se submeteu a um tratamento de um mês em uma clínica de Goiânia e saiu acreditando que estava recuperado.

Após o tratamento  ele conheceu a ex-companheira, com quem namorou 6 anos e teve um filho de 4 anos, o Yago, de quem ele fala com os olhos cheios de lágrimas. “O melhor presente que eu poderia ganhar era ele [o filho]”, diz emocionado.

Thiago conta que conheceu a ex-companheira em um pagode e chegaram a morar juntos nos três últimos anos do relacionamento. O casal se separou depois de uma recaída do jovem. Em meio à bebida e uso de cocaína, o vendedor teve um surto que fez a mulher se afastar, o proibindo de encontrar com o filho.

Depois desse episódio, o jovem morou quase seis meses na rua, gastando tudo o que tinha com drogas e completamente afastado da família. “Eu estava mendigando, completamente humilhado, pensei até em me matar”, desabafa. Thiago conta que a mãe sempre pegava cestas básicas em uma igreja católica da cidade e pensou em ir até lá buscar ajuda.

“Eu pensei, se eles ajudaram tanto a gente quando éramos pequenos, podiam me ajudar a sair dessa vida”, conta.  Ele foi até à igreja. Lá, o convidaram para passar por um tratamento de reabilitação para combater a dependência química.

Segundo Thiago, foram 9 meses de um tratamento de saúde e espiritual. “Quando a gente passa por tudo isso, fica difícil a gente sozinho conseguir vencer, não existe força, tem que buscar em Deus”, disse. Ele recorda-se que, de dependente químico, passou a ser monitor do projeto e, livre das drogas, ajuda outras as pessoas a vencer o vício.

Sonho

Além do trabalho no sinaleiro, o jovem participa da Pastoral de Rua da igreja, onde ajuda a fazer comida para moradores de rua e famílias carentes. Thiago diz que sonha em um dia se tornar um chef de cozinha. “Desde pequeno eu cozinho. Comecei por obrigação, pra ajudar minha mãe a cuidar dos meus oito irmãos. Ainda vou estudar gastronomia”, revela o jovem.

Enquanto devolve dignidade à sua vida ganhando o próprio dinheiro com trabalho honesto, o vendedor já faz planos para um futuro que, para ele, está muito próximo de se tornar presente. “Não vai demorar muito, vou voltar a pagar pensão para o meu filho e dar pra ele tudo o que eu nunca tive, carinho de pai”, afirma Thiago.

11
nov

Alcoolismo tem tratamento. Resgate e recuperação de dependente de Uberlândia.

Ouvindo o apelo de uma mãe desesperada em Uberlândia/MG que sofria há tempos com o filho alcoólatra, a Clínica Terapêutica Quintino fez o resgate e tratamento gratuito de seu filho, devolvendo-lhe a vida, em um caso que a mãe já não tinha mais esperanças. Depois de seis meses de internação, ele está de volta aos braços da mãe, totalmente recuperado. Confira o resultado.

06
nov

O álcool é mortal e a pior das drogas

Publicado em Artigos Reflexão

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Com tanta droga fazendo mal por aí, quem diria que o álcool seria a pior, não é mesmo? Mas na verdade o álcool é mortal e a mais perigosa das drogas.

A maioria das pessoas estreiam na vida do álcool ainda na adolescência. Dizem as más línguas que o primeiro porre a gente nunca esquece. Desde muito cedo em nossas vidas, o álcool é associado a popularidade. O grupinho mais legal sempre parece ser aquele que bebe a mais tempo. Quando saímos, se não bebemos com os amigos, somos os chatos e caretas. Todo mundo se gaba por causa daqueles goles a mais tomados em certa festa. Mas a grande questão é que, de todas as drogas, o álcool é o assassino em série mais perigoso. Além do alcoolismo em si, também tem alguns outros pontos fortes, que não podemos esquecer. Veja alguns e descubra porque o álcool é mortal.

O Álcool é Mortal

Nas estatísticas mundial coligadas à drogas, ele é o com maior índice de mortes. O álcool mata pessoas de diversas idades, de várias maneiras. Pra você ter uma ideia, a incidência de morte é maior entre pessoas com 16 a 60 anos. Ou seja, o leque é gigante. As mortes relacionadas ao álcool são decorrentes a doenças provocadas por alcoolismo, abuso e overdose da bebida alcoólica, acidentes de trânsito causados por pessoas alcoolizadas e ações comportamentais causadas pelo efeito do álcool. Ou seja, quando você está alcoolizado, as suas chances de morrer não aumentam um pouco. Elas aumentam muito! Se você ler pesquisas e estatísticas sobre mortes relacionadas ao álcool, você vai se surpreender.

Aumenta o índice de estupros

Em uma boa parte do mundo, ter relações sexuais com alguém altamente alcoolizado é considerado estupro. A teoria (e a prática!) é que uma pessoa altamente alcoolizada não tem noção do que está acontecendo e não consegue tomar uma decisão sobre as suas ações. Isso falando da vítima. Se o agressor estiver altamente alcoolizado, ele pode achar que a vítima está interessada, sem que ela esteja de fato. A nossa noção e impressão das coisas mudam muito quando estamos alcoolizados. Portanto, bebeu demais? Esqueça o sexo e vá pra casa dormir. Seja você homem ou mulher. Mas vamos combinar, o melhor é não beber até cair. Quando você ainda não está alcoolizado, você pode evitar uma agressão.

A pior droga para segurança pública

Quando você pensa em qual seria a droga com maior índice de violência, logo viria à sua mente crack ou metanfetamina. Mas, segundo índices mundiais, o álcool é a droga mais violenta. Ainda não se sabe se é por conta da ação da bebida ou se é por conta da sua disponibilidade facilitada por todos os cantos das cidades, mas a verdade é que o álcool é, das drogas, o maior causador de violência, baderna, depredação e crimes. Ou seja, resolvendo o problema do alcoolismo ou excesso de consumo da bebida, poderia ajudar a resolver os problemas de segurança pública.

Aumento do abuso infantil

Um dos fatos mais terríveis sobre a humanidade, é que alguns adultos abusam de crianças. Seja do modo sexual ou outros tipos de abusos, como largar, ser negligentes, agredir ou simplesmente por decidir fazer da vida da criança um verdadeiro inferno. Alguns adultos já são assim naturalmente, agora, imagina se você adicionar uma dose de álcool nisso.

Estudos comprovam que crianças, filhos de pais alcoólatras, tem de 2 a 13 vezes mais chances de experimentarem uma situação terrível em casa. Sem mencionar o fato de muitas crianças terem que presenciar suas mães serem agredidas dentro de casa por conta de um pai bêbado. Se ambos os pais tem problemas com o álcool, então as chances da criança ficam em 13 vezes mais possibilidades de uma infância muito, mas muito ruim.

Vale lembrar que não é apenas a bebida alcoólica que prejudica ou mata toda uma sociedade. Todas as drogas são ruins e prejudiciais à saúde. Apesar de não existir sequer um caso de overdose por maconha, ela também não está livre dos problemas que as drogas podem causar, sejam eles físicos, de saúde ou nocivos à sociedade. O álcool só tem mais destaque, por ser a droga liberada e vendida em muitos lugares.

Seja consciente e responsável com a bebida alcoólica. Sob o efeito do álcool você nunca sabe o mal que está fazendo a si ou aos outros.