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Da sombra à luz: a história de Wagner, ex-interno da Clínica Quintino

Da sombra à luz: a história de Wagner, ex-interno da Clínica Quintino Imagem ilustrativa

Um ano depois do Estado de Minas iniciar o acompanhamento por seis meses de 10 usuários de crack, rotina relatada nas páginas do jornal entre 12 e 15 de agosto de 2013, a reportagem reencontrou oito desses personagens e constatou que na guerra contra o vício as batalhas são extremamente difíceis, retratadas nos exemplos da maioria dos entrevistados. Entre tropeços e retomadas, seis pessoas ainda levam suas vidas alternando momentos de abstinência e abuso da droga, em um mundo de trevas e sombras típico de pelo menos 1,3 milhão de brasileiros, segundo o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas referente ao ano de 2012. O dono de bancas de jornal Wagner, ex-interno da Clínica Terapêutica Quintino, é um deles.

Wagner

Dono de bancas de jornal, Wagner Patrocínio foi encontrado pela reportagem quando alternava a presença em uma cracolândia na Pampulha com momentos amparado pela mulher. Depois de seis meses acompanhado, Waguinho tentou fugir três vezes de uma clínica em Ribeirão das Neves e foi levado pela esposa, a funcionária pública e ativista de direitos humanos Ângela Chaves Pereira, para se tratar em Patos de Minas.

Depois de muita insistência, Ângela conseguiu internar Wagner em agosto, depois que ele estava havia um ano usando crack e praticamente vivendo na rua. A internação na Clínica Quintino foi involuntária, ou seja, contou com indicação médica, mas deu-se contra a vontade do paciente. A decisão de internar o marido à força trouxe ainda mais problemas para a esposa. “Ele ficou muito bravo comigo porque sabe que só eu posso tirá-lo de lá”, desabafa.

Ângela passou a ser chantageada por Waguinho a cada visita mensal e nos telefonemas autorizados pela clínica, onde ele ficará internado até janeiro. “Foi um tempo de estresse e de tensão. Ele me pressionando, e eu tendo que servir de escudo contra toda a revolta dele e as fissuras pela droga. Mas graças a Deus, em momento algum pensei em tirá-lo antes do tempo”, contou a uma amiga em uma rede social.

Hoje, abril de 2016, Wagner continua a viver em Belo Horizonte, mas bem longe das drogas e próximo do trabalho e da família.

Tratamento difícil

Para o médico Valdir Campos, da Comissão de Controle de Drogas da Associação Médica de Minas Gerais, os insucessos no tratamento do crack podem ser explicados pela dificuldade de se obter tratamentos em rede. “A dependência química não pode ser vista só como uma questão biológica. Isso é parte do problema. Temos ainda o fator psicológico e as questões sociais, que interferem diretamente no problema”, diz o especialista.

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Matéria completa: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2013/12/16/interna_gerais,479658/saiba-como-estao-10-usuarios-de-crack-acompanhados-pelo-em-em-seis-meses.shtml

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