01
fev

Consumo de álcool é mais prejudicial às mulheres

Publicado em Alcoolismo
Consumo de álcool é mais prejudicial às mulheres

Se você é mulher e não dispensa aquela cervejinha de final de semana ou aquele drink no encontro semanal com as amigas, é bom estar atenta. Estudos realizados em universidades norte-americanas apontam que mulheres são mais sensíveis aos efeitos nocivos do álcool.

As pesquisas, realizadas entre 2000 e 2015, mostraram que a taxa de mortalidade por cirrose entre mulheres de 45 a 64 anos cresceu 57%, enquanto o percentual dos homens na mesma idade foi de 21%.

Além da mudança de comportamento das mulheres, que tem mudado nos últimos anos, o índice é justificado também por diferenças entre o organismo feminino e masculino. Nas mulheres, a enzima álcool desidrogenase (ADH), que é liberada pelo fígado e usada para metabolizar o álcool, é produzida em menor quantidade. Há ainda os fatores gordura, que é naturalmente mais elevada, e água corporal, mais baixa que no homem, que contribuem com esta estatística. A gordura retém o álcool e a água é quem ajuda a esvaziá-lo do corpo. Apesar de iniciarem a vida etílica um pouco mais tarde, as mulheres ficam dependentes de forma mais rápida e têm chances maiores de desenvolverem doenças hepáticas e cardíacas.

Diabetes

O abuso de cerveja, vinho e afins não faz bem para ninguém — mas, pelo menos quando o assunto é diabetes, parece que a ala feminina sofre ainda mais. O alerta veio da Universidade de Umeå, na Suécia, onde pesquisadores acompanharam 897 pessoas dos 16 aos 43 anos.

Ao final desse período, os voluntários tiveram a glicemia (açúcar circulante no sangue) medida e preencheram um questionário sobre a quantidade de álcool que costumavam tomar. As mesmas perguntas foram respondidas aos 18, 21 e 30 anos.

De modo geral, constatou-se que os homens ingeriam mais bebidas alcoólicas e apresentaram uma glicemia maior em comparação às mulheres. No entanto, foi somente nelas que os cientistas notaram a relação entre um consumo alto e uma quantidade maior de açúcar no sangue após os 40 anos.

Ainda não se sabe por que o organismo feminino reage de maneira diferente aos drinques. Tão importante quanto a moderação nas doses é adotar bons hábitos, como seguir uma dieta saudável e praticar atividade física regularmente.

Uma noitada por mês regada a quatro ou mais latinhas de cerveja com 5 a 6% de teor alcoólico já extrapolaria o limite mensal observado, que fica na casa dos 48 gramas de etanol segundo o experimento em questão. Mas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as pessoas deveriam evitar ingerir mais de 30 gramas de álcool por dia.

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