26
dez

Festas de fim de ano facilitam recaída de dependentes em tratamento

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Os dependentes químicos precisam ter muita força de vontade e de um tratamento adequado nesta época do ano, com a chegada das festas de Natal e Réveillon.
Muitos dependentes químicos que lutam contra o vício, acabam desistindo do tratamento por causa das festas e das bebidas, que são um passo para outras drogas. Junto com as comemorações de fim de ano vêm as recaídas. Cada minuto desse dependente vale muito, por isso a família deve valorizar a auto-estima dessa pessoa para que ela se mantenha a cada dia de uma maneira positiva e sem drogas.
União
É importante que os dependentes de uma comunidade terapêutica passem juntos esse período. Apesar da tristeza por ficarem distantes da família, o risco de sair no meio do tratamento é muito grande.
Uma vez dependente químico, seja de qual droga for, ao por o álcool na boca irá consequentemente sentir falta da substância que lhe dava prazer. Então o grande erro é achar que depois de um tempo limpo pode consumir álcool e isso acaba acionando a memória tóxica e aí voltam as drogas.
Cuidados
O álcool não deve ser usado nem mesmo para temperar a comida. Vinagre só a base de frutas e as bebidas são apenas sucos e refrigerantes. Deve ser o tempo todo assim, porque a bebida é a droga que está ao alcance da mão, em todo o lugar.
Deve-se evitar lugares com bebidas e drogas. O melhor é ficar junto à família, pois eles sabem da dificuldade.
Fonte: Expresso MT
24
dez

Aproveite as festas com drinques sem álcool e preserve a saúde do bebê

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A exposição pré-natal a qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica pode acarretar problemas graves ao bebê, até mesmo surgir tardiamente e ainda se perpetuar na fase adulta. A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) apresenta diversas manifestações, desde alterações comportamentais até malformações congênitas neurológicas, cardíacas e renais. Contabiliza, no mundo, de 1 a 3 casos por 1000 nascidos vivos. No Brasil não há dados oficiais no país sobre a afecção.

“Importante ressaltar que o melhor caminho é a prevenção. Não há qualquer comprovação de uma quantidade segura de bebida alcoólica que proteja a criança de qualquer risco. Neste caso, a gestante ou a mulher que pretende engravidar deve optar por tolerância zero à bebida alcoólica”, destaca a dra. Conceição Aparecida de Mattos Segre, coordenadora do Grupo de prevenção dos efeitos do álcool na gestante, no feto e no recém-nascido da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

Características

O conjunto de efeitos decorrentes do consumo de álcool, em qualquer dosagem ou período da gravidez, é chamado de “espectro de distúrbios fetais relacionados ao álcool”, que inclui a SAF. A frequência dessas implicações varia conforme etnia, genética e até mesmo a quantidade ingerida. Isso não significa que todos os bebês expostos serão afetados, mas a probabilidade é alta.

“Bebês com SAF têm alterações bastante características na face, as chamadas dismorfias faciais. Além disso, faz parte do quadro o baixo peso ao nascer devido à restrição de crescimento intrauterino e o comprometimento do sistema nervoso central. Essas são as características básicas para o diagnóstico no período neonatal”, comenta dra. Conceição.

No decorrer do desenvolvimento infantil, o dismorfismo facial atenua-se, o que dificulta o diagnóstico tardio. Permanece o retardo mental (QI médio varia de 60 a 70), problemas motores, de aprendizagem (principalmente matemática), memória, fala, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, entre outros. Os adultos demonstram problemas de saúde mental em 95% dos casos, como pendências com a lei (60%); comportamento sexual inadequado (52%) e dificuldades com o emprego (70%).

Diagnóstico e tratamentos

Em São Paulo, o Grupo da SPSP cria ações para conscientizar os pediatras, com distribuição de material em eventos científicos, publicações disponíveis na internet aos associados da SPSP e cursos voltados para equipes multidisciplinares de capacitação para reconhecimento e condutas nesses casos.

Nos Estados Unidos e Canadá, existe um teste que identifica produtos do álcool no mecônio ou cabelo do recém-nascido. É uma técnica de alto custo, que ainda não está disponível no Brasil.

“Sabemos que o diagnóstico precoce da doença melhora os resultados obtidos por meio de tratamento multidisciplinar ainda na primeira infância. Vale lembrar que os efeitos do álcool ocasionados pela ingestão materna de bebidas alcoólicas durante a gestação não têm cura, por isso vale a máxima, o quanto antes parar, melhor para a gestante e para o bebê”, completa dra. Conceição. 

10
dez

Pesquisa mostra como drogas desestruturam família de dependentes

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Os dez anos de casamento da bancária Elisangela Farizel, 35 anos, com o autônomo Vinicius Farizel, 39, foram problemáticos desde o início. Alcoólatra por 24 anos, Vinicius enfrentou altos e baixos neste tempo devido ao seu vício, passou por duas internações entre 2012 e 2013 e agora, quer recuperar sua relação afetada pela dependência química.

O casal de Suzano (SP), ainda sem filhos, sabe que está doente. Ele, por assumir seu vício. Ela, após uma década de frustrações e renúncias, busca ajuda para melhorar seu psicológico no Al-Anon, grupo de ajuda a familiares e amigos de alcóolicos. “Tinha vezes que não deixava de sair, mas minha cabeça ficava em casa”, diz Elisangela. “Eu me trancava no quarto, porque se saísse de lá, sabia que ia fazer besteira”, complementa Vinicius.

Essa história se repete na casa de milhares de brasileiros, que sofrem por ter algum parente usuário de drogas, é o que mostra o Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos (Lenad Família), feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo o estudo, o dependente químico afeta as atividades diárias e o psicológico dos familiares: 58% das famílias com algum usuário de drogas têm afetada a habilidade de trabalhar ou estudar, 29% das pessoas estão pessimistas quanto ao seu futuro imediato e 33% têm medo que seu parente beba ou se drogue até morrer, ou alegam já ter sofrido ameaças do familiar viciado.

A pesquisa apontou ainda que ao menos 28 milhões de pessoas no Brasil têm algum familiar dependente químico. Os dados foram levantados entre junho de 2012 e julho de 2013. Um questionário com 115 perguntas foi respondido por 3.142 famílias de 23 capitais brasileiras. Foi a primeira avaliação em âmbito nacional focada nas famílias de dependentes.

Complicações financeiras

Elisangela e Vinicius conseguiram se reerguer após o marido passar por tratamento que custou quase R$ 20 mil reais, parte da quantia bancada pelo convênio médico. O gasto é considerado alto por ambos. Usar o dinheiro do orçamento familiar para bancar a reabilitação de um parente dependente é a realidade de 58% das famílias entrevistadas.

 

Famílias perseverantes

Enquanto persiste a indefinição sobre qual o melhor método científico que leve à “cura” do vício das drogas, famílias que passaram ou ainda passam por este problema recomendam outra coisa: ter esperança e fé.

Foi o caso de Cleide Cauduro, de 56 anos, de São Paulo. Dos quatro filhos, três se envolveram com drogas há 12 anos – a filha mais velha e um casal de gêmeos. Atualmente, os três abandonaram o vício, todos se formaram na faculdade um deles se formou em psicologia com ênfase na dependência química.

“A gente acha que não vai acontecer com a gente, mas acontece. A gente se sente culpada e se pergunta ‘onde foi que errei?’. Tudo isso abala”, diz Cleide.

“É importante que o doente saia da negação, deixe a vergonha de lado e procure ajuda mais cedo. A família também precisa perceber que tem que se tratar e buscar informações a respeito da doença. Sim, porque é uma doença”, diz Elisângela, ao lado do marido, na expectativa de que não ocorram recaídas no futuro.

05
dez

Mãe de garoto que escreveu ao Papai Noel é internada em SP

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O sonho de um adolescente de 14 anos, de Fernandópolis, que pediu ao Papai Noel para que a mãe dele fosse internada em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos, tornou-se realidade às 11h30 de ontem (quarta-feira), dia 4.

Acompanhada por uma auxiliar de enfermagem e um motorista do Cratod (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas), ligado à Secretaria Estadual de Saúde, a mulher seguiu viagem para São Paulo, onde inicia o tratamento para tentar ficar livre do crack.

A história do garoto ficou conhecida após uma funcionária da Santa Casa de Fernandópolis e seu noivo adotarem a carta que havia sido postada nos Correios. O pedido foi encaminhado para o setor social do hospital que, com ajuda do juiz da Vara da Infância e Juventude, Evandro Pelarim, iniciou mobilização para conseguir atendê-lo.

Ainda no início da noite desta quarta-feira, a mãe do adolescente deveria passar por uma triagem no Cratod. Ela será acompanhada por um psiquiatra e uma equipe multidisciplinar, que vai dar início ao processo de desintoxicação.

Após esse período, que vai depender da avaliação médica, a paciente será encaminhada a uma das clínicas de recuperação conveniadas ao governo do Estado. De acordo com a auxiliar de enfermagem Maria Luiza Santos Troti, do Centro de Referência, a mãe do adolescente pode ser internada em cidades como Espírito Santo do Pinhal, Itapira, Barretos, São José do Rio Preto, São Bernardo do Campo, Campinas, Assis, Campos do Jordão, Mogi das Cruzes, entre outras.

“Ela ficará, aproximadamente, um mês fazendo a desintoxicação. Depois, será encaminhada novamente ao Cratod, que fará uma nova avaliação sobre a situação dela. Ela pode pedir para novamente ser internada, inclusive em um lugar mais próximo da família, ou, caso ela tenha condições, será encaminhada para o Caps (Centro de Atenção Psicossocial), que fará os encaminhamentos necessários”, explicou.

LUZ 

Antes de deixar a Santa Casa de Fernandópolis, onde foi levada para receber os primeiros atendimentos antes da viagem, a mãe disse estar confiante na sua recuperação. “O tratamento é a minha luz no fim do túnel. Eu jamais imaginei que meu filho fosse pedir esse tipo de presente para Papai Noel, mas fiquei muito feliz porque é um presente que fará bem para nossa família.”

SORRISO 

O adolescente não escondeu no rosto a alegria de ver a mãe sendo encaminhada ao tratamento. “Ainda bem que meu pedido foi atendido”, comemorou. Mesmo com um sorriso tímido, ele agradeceu a ajuda que recebeu de diversas pessoas que se comoveram com sua história. “Eu fiquei muito feliz porque sei que tive mais de um Papai Noel que atendeu meu pedido”.

Agora, ele disse que está esperançoso para reencontrar a mãe livre do crack. “Eu vou sentir saudades, mas quero que ela só volte quando estiver bem e pronta para cuidar da gente”, falou ao lado da irmã de 6 e do irmão de 8 anos. Ele ainda tem uma irmã de 15 anos, que tem uma filha de 1 ano.

MISSÃO CUMPRIDA 

O provedor da Santa Casa de Fernandópolis, Geraldo Silva de Carvalho, conversou pessoalmente com a mãe do adolescente na manhã de ontem. Para ele, fica a expectativa de que a mulher possa se livrar das drogas. “Estamos torcendo e esperamos que o presente do adolescente seja satisfatório e proporcione paz no seu lar.”

A enfermeira e o noivo, que foram os responsáveis por adotar a carta do adolescente, também ficaram felizes em poder ajudar a família. “Estamos aliviados porque sabemos que o pedido do garoto foi atendido e estamos na torcida para que tudo dê certo. O mais importante para nós é a felicidade da família do adolescente.”

03
dez

28 milhões têm algum familiar dependente químico no Brasil

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Pelo menos 28 milhões de pessoas vivem no Brasil com um dependente químico, mostra o Levantamento Nacional de Famílias de Dependentes Químicos, divulgado hoje (3) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A pesquisa inédita mostra o impacto que a convivência com um parente usuário de drogas provoca na experiência cotidiana das famílias.

Entre os parentes entrevistados, as mulheres são a grande maioria (80%), sendo que 46% delas são as mães dos dependentes químicos. Mais da metade delas (66%) são responsáveis pelo tratamento. Essas mães também são consideradas chefes da família, fazendo com que, além da sobrecarga de cuidar do filho usuário de drogas, cuidem dos outros membros da casa.

O levantamento revela ainda que mais da metade (57,6%) das famílias têm outro parente usuário de drogas. Os entrevistados, no entanto, avaliam que as más companhias (46,8%) e a autoestima baixa (26,1%) foram os fatores de risco mais relevantes que levaram ao uso.

O tempo médio para a busca de ajuda após o conhecimento do uso de álcool e/ou outras drogas é três anos. Entre os que usam cocaína e crack, o tempo é menor, dois anos, e sobe para 7,3 anos, quando considerados apenas os dependentes de álcool.

Mais de um terço dos parentes (44%) disse que descobriu o uso dessas substâncias por causa da mudança de comportamento. Apenas 15% relataram que a descoberta ocorreu por ter visto o paciente fazendo uso dessas substâncias fora de casa.

O impacto nas finanças é bem relevante. O estudo detectou que em 58% dos casos o tratamento foi pago exclusivamente pela família. Cerca de 45% apontaram que o pagamento do tratamento afetou drasticamente o orçamento familiar. Para 28,2%, o tratamento influenciou pouco, enquanto 7% disseram ter sofrido muito pouco impacto. Cerca de 19% disseram, por outro lado, que o tratamento não trouxe danos às finanças da família.

Fonte: Agência Brasil

28
nov

Excesso de consumo de álcool pode ter ligação com falha genética

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Pesquisa tem potencial para melhorar tratamentos contra o alcoolismo. Cientistas usaram ratos, mas pretendem confirmar relação com humanos.

Cientistas britânicos descobriram que um gene regulador do consumo de álcool, quando defeituoso, pode levar à ingestão excessiva da substância. O estudo foi feito com ratos, mas, se confirmada em humanos, tem potencial para melhorar os tratamentos contra o alcoolismo no futuro.

Os pesquisadores ofereceram água e bebida com álcool para ratos normais e também para geneticamente modificados. Para os animais normais, a preferência era sempre por água, enquanto os ratos com genes modificados optaram, 85% das vezes, por bebidas alcoólicas. Os cientistas pretendem agora descobrir se o comportamento também será igual em seres humanos.

A pesquisa envolveu cinco universidades britânicas, além de uma unidade do Conselho de Pesquisa Médica, e concluiu que a modificação genética tem ligação direta com a preferência pelo álcool e até com o excesso do consumo da substância.

Fontes: Globo News

27
nov

Cientistas descobrem que a depressão, o alcoolismo e a obesidade podem ser tratados com a ajuda das recordações dos pacientes

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A possibilidade de recorrer às lembranças armazenadas na mente para ajudar no tratamento de doenças é tema de um conjunto robusto de estudos recentes. Há experimentos nessa linha visando melhorar o tratamento da depressão, do alcoolismo e até para ajudar as pessoas a planejar melhor o seu futuro.

Um dos trabalhos mais interessantes foi feito pelo cientista Tim Dalgleish, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e teve como alvo a depressão. Primeiramente, Tim e seus colegas convidaram pacientes a reunir 15 recordações positivas. Pesquisas anteriores haviam indicado que recordar situações felizes melhora o humor de quem convive com a enfermidade. Além de comprovar esse dado, os pesquisadores queriam saber qual seria a estratégia mais eficiente para facilitar o acesso a esse banco de boas lembranças e mantê-las vívidas, uma vez que a doença tende a apagar seu brilho. Por isso, o segundo passo foi pedir aos voluntários que organizassem as lembranças empregando métodos diferentes. Enquanto uma ala associou suas reminiscências a um local ou objeto que pudesse ser usado como um gatilho para trazê-las à tona (a visão de um prédio no caminho do trabalho, por exemplo), a outra as agrupou por semelhança. “Aqueles que usaram a técnica de vincular as memórias a locais ou objetos tiveram resultados significativamente melhores”, concluiu Dalgleish.

Autora de pesquisas polêmicas, a psicóloga Elizabeth Loftus, da Universidade da Califórnia (Eua), estuda de que modo a criação de falsas memórias pode ser útil no controle do alcoolismo e da obesidade. Com esse objetivo, recrutou 147 universitários que se dispuseram a responder a um questionário sobre os seus alimentos e bebidas preferidos antes dos 16 anos. Foram também estimulados a relatar se alguma vez passaram mal após tomar muita vodca ou ingerir rum e questionados se isso realmente aconteceu.

Uma semana depois, receberam seus perfis traçados pelos pesquisadores. Embora a maioria dos textos se restringisse às informações dadas pelos jovens, alguns continham relatos falsos de enfermidades sofridas na adolescência por causa de consumo excessivo de rum ou vodca. Após recontar o que tinha acontecido e preencher outro questionário, cerca de 20% dos participantes realmente assumiram essas memórias inventadas como verdadeiras. A maioria deles reduziu o consumo da bebida associada ao mal-estar. Em trabalhos anteriores, a cientista havia constatado que pessoas que acreditam ter ficado doentes na infância por ter ingerido determinado alimento passavam depois a evitá-lo. “Imaginamos que usar essa engenharia da mente pode direcionar as pessoas para uma vida mais saudável”, disse a pesquisadora.

A estratégia de criar falsas memórias desperta críticas. Mas a cientista ressalta que esse pode ser um recurso para usar a maleabilidade da memória a nosso favor. “O que é preferível: um garoto saudável com um pouco de falsa memória ou com diabetes e obesidade?”, questiona Elizabeth. Experimentos como esse despertam a atenção da comunidade científica. “São pesquisas valiosas para se conhecer melhor os mecanismos da memória”, diz a neurologista Dalva Poyares, da Universidade Federal de São Paulo.

Na Universidade de Harvard (Eua), o cientista Daniel Schacter investiga as semelhanças entre o que se passa no cérebro quando lembramos de acontecimentos do passado e o que imaginamos para o futuro. Com exames de imagem, ele constatou que as duas situações mobilizam as mesmas áreas, como o hipocampo e o córtex pré-frontal. “Portanto, não é surpreendente que alguns desses eventos imaginados possam realmente se transformar em falsas memórias”, disse Schacter à ISTOÉ.

O cientista também estuda maneiras de fazer com que as pessoas comecem a usar o banco de lembranças para que consigam planejar o futuro e tomar as melhores decisões. “Quando usamos as informações guardadas na memória, ficamos mais propensos a ser menos impulsivos e mais ponderados nas decisões a longo prazo”, garante o pesquisador. No Brasil, o cientista Ivan Izquierdo, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e mundialmente reconhecido por suas investigações sobre a memória, testa, em animais, métodos para impedir que lembranças traumáticas subam à tona. “No futuro, essas técnicas poderão ser aplicadas no tratamento de males como estresse pós-traumático, no qual é imprescindível lidar melhor com o evento que causou o problema”, explica Izquierdo.

Fonte: Isto É

25
nov

Consumo de álcool na adolescência aumenta risco de dependência

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O consumo de bebidas alcoólicas por crianças e adolescentes, cujo combate é o objetivo da Lei Antiálcool, aumenta as chances de desenvolvimento de alcoolismo na fase adulta. De acordo com pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), realizada este ano com base em entrevistas com 17 mil adolescentes do ensino médio de 789 escolas públicas e privadas de todo o País, um simples gole ou experimentação de bebidas antes dos 12 anos aumenta em 60% as chances de consumo abusivo de álcool no futuro. Segundo especialistas, além de prejudicar o desenvolvimento, a substância causa consequências comportamentais e alterações no sistema imunológico.

A pesquisa também constatou que, dentre os estudantes que afirmaram ter consumido algum tipo de bebida alcoólica na vida (82% dos entrevistados), 11% experimentaram antes dos 12 anos. Acostumado a atender casos de internação por alcoolismo cada vez mais precoces, o terapeuta holístico João Alberto Correia Maia conta que não existem níveis seguros de consumo de álcool na infância e adolescência. “A ingestão de bebidas, apesar de ser cultural, não deve ser incentivada pelos pais, até porque não se sabe se o jovem possui ou não predisposição para desenvolver a dependência”, afirma.

Proprietário de uma clínica para dependentes, João ressalta que as pessoas estão iniciando cada vez mais cedo no álcool. “Cerca de 90% dos pacientes que chegam para internação relatam ter ingerido álcool pela primeira vez antes da maioridade”, declara. Segundo ele, a substância afeta o sistema nervoso central, que não está totalmente desenvolvido até a adolescência. “As consequências são problemas comportamentais, como ansiedade e agressividade”, expõe. “Já houve casos de pacientes com dependência aos 12 anos”, exemplifica.

Também para a professora da disciplina de Saúde Coletiva do curso de Medicina da Pontifícia Universidade Católica (PUC) Sorocaba, a infectologista em saúde pública Rosana Maria Paiva dos Santos, a ingestão precoce de álcool contribui para desenvolver a dependência cada vez mais cedo. “O consumo começa na casa, muitas vezes por influência dos próprios pais, e assim o hábito torna-se dependência, podendo evoluir até para uso de outras drogas”, diz. A atitude, que para ela representa a tentativa dos pais de controlarem a ingestão de bebidas, resulta em efeitos contrários. “As crianças e adolescentes passam a associar a substância a momentos agradáveis e o uso torna-se generalizado”, ressalta.

Um trabalho comunitário coordenado pela professora e desenvolvido pelos alunos de medicina confirma a iniciação precoce no álcool. “43% dos jovens entre 10 e 18 anos que atendemos já afirmaram ter experimentado bebida alcoólica”, destaca a médica. Feito há três anos, o estudo avalia crianças e adolescentes em áreas de vulnerabilidade social de Sorocaba, nos bairros Aparecidinha, Vila Sabiá, Habiteto, Nova Esperança e Vitória Régia. “Trabalhamos com a conscientização nessas regiões, a fim de evitar futuros problemas decorrentes do álcool”, finaliza, enfatizando a importância da prevenção.

Fonte: Cruzeiro do Sul

21
nov

Pesquisa aponta que 80% dos usuários de crack querem tratamento

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O secretário nacional de Políticas sobre Drogas, Vitore Maximiano, destacou nesta quinta-feira, em audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, que 80% dos usuários de crack manifestam desejo de buscar tratamento. Este é um dos dados do estudo “Estimativa do número de usuários de crack e/ou similares nas capitais do País”, encomendado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Conforme Maximiano, a maior parte dos usuários quer algum tipo de ação social como tratamento, mais do que um tratamento de saúde. Ele enfatizou ainda que o uso do crack está, em geral, associado ao uso do álcool. “É a droga que mais gera problemas para a família brasileira”, enfatizou.

Foco em adolescentes e no Nordeste

A pesquisa mostrou que os usuários regulares de crack ou de formas similares de cocaína fumada (pasta-base, merla e oxi) somam 370 mil pessoas nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.

Segundo o secretário, isso representa 0,8% da população nas capitais brasileiras. Segundo ele, chama atenção o fato de que 50 mil usuários são menores de 18 anos, o que demanda políticas públicas específicas para adolescentes.

“A prevalência é maior nas capitais do Nordeste do que nas próprias capitais do Sudeste, o que também nos chamou bastante atenção, na medida em que os meios de comunicação têm mostrado o problema sobretudo nas grandes cidades do Sudeste”, complementou.

Ações

Entre as ações do governo, o secretário destacou o programa de financiamento de vagas para usuários em comunidades terapêuticas, sendo 4.070 vagas ofertadas em todos os estados brasileiros. “As comunidades realizam acolhimento, e não internação”, explicou.

Ele citou ainda o programa nacional de teleatendimento, que funciona 24 horas por dia, com 80 consultores contratados, que podem auxiliar familiares, professores e os próprios usuários.

Fonte: Jornal do Brasil