22
fev

Tratamento do alcoolismo exige participação familiar

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11,7 milhões de brasileiros são dependentes de álcool

O alcoolismo, considerada uma doença progressiva e em muitos casos fatal, prejudica a vida não somente de quem consome a bebida, mas também dos que se relacionam com o dependente.

Caracterizado pela vontade incontrolável de beber, o alcoolismo é um fenômeno multifatorial que pode estar associado à predisposição genética, ansiedade, angústia e insegurança. Tudo isso pode deixar a pessoa mais vulnerável à bebida. Além disso, condições culturais, fácil acesso ao álcool e os valores que cercam o consumo também influenciam a dependência.

O tratamento, segundo o terapeuta, pode envolver diversos profissionais de saúde como psiquiatras, psicólogos, terapeutas, educadores físicos, assistentes sociais e enfermeiros. O reconhecimento da dependência e a vontade de querer mudar a situação são necessários para o início do tratamento. É claro que cada caso é um caso e, por isso, não existe um tratamento ideal, mas sim o melhor procedimento para um determinado caso, ou seja, o tratamento é personalizado.

A família, no entanto, é peça-chave tanto na prevenção do uso nocivo do álcool, como em casos nos quais o problema já está instalado. As vezes em que o tratamento inicia-se pela família são poucas, principalmente porque o usuário de álcool não aceita seu problema, não reconhece que o uso de bebidas alcoólicas lhe traz consequências negativas ou está desmotivado para buscar ajuda profissional.

Um acompanhamento personalizado e dirigido aos familiares é importante para que todos compreendam a doença e seus desdobramentos, com orientações adequadas sobre qual a melhor forma de ajudar um ente querido e a si mesmo, já que a família também se torna codependente e começa a se organizar em torno do dependente.

O tratamento vai ajudar a acolher e a compreender o estresse emocional e a desesperança vividos pela família devido à dependência. A terapia ajudará a entender os papéis e o funcionamento da família e, através disso, buscará novas mudanças nessa dinâmica a partir de recursos que ajudarão a reorganizar e reestruturar o sistema e as relações familiares, com o objetivo de manter a família segura e menos ameaçada.

11,7 milhões são dependentes de álcool

Mais da metade das bebidas alcoólicas comercializadas no país (54%) é consumida por 20% das pessoas que bebem. O dado consta do 2° Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad) divulgado em 2013 pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Em termos gerais, o estudo estima que 11,7 milhões de brasileiros são dependentes de álcool.

O levantamento, que ouviu 4.607 pessoas de 149 municípios do país, constatou um aumento de 20% na quantidade de brasileiros que consomem álcool uma vez ou mais por semana. Também houve aumento no número de pessoas que ingerem grandes quantidades de álcool (quatro unidades para mulheres e cinco para homens) em um curto período de tempo (duas horas). Entre esses consumidores, essa forma de beber passou de 45%, em 2006, para 59% no ano passado.

A pesquisa destaca o aumento do consumo de álcool abusivo entre as mulheres. A proporção das que passaram a beber uma vez ou mais por semana cresceu 34,5% em seis anos, passando de 29% para 39%. Outro indicador que demonstra esse comportamento nocivo é o que avalia o consumo de álcool em relação ao tempo. As que ingerem quatro doses em até duas horas passaram de 36%, em 2006, para 49% no ano passado.

Entre os fatores que podem explicar o crescimento desse modo nocivo de beber, está a ascensão econômica da população nos últimos anos. Belo alerta também para o aumento do consumo de bebidas alcoólicas entre as mulheres. Para ele, esse aumento pode ser justificado por conta da diminuição das diferenças nos papéis de gênero. A ascensão feminina no mercado de trabalho fez com que a mulher ocupasse o mesmo espaço do homem. A independência financeira feminina permitiu o aumento do consumo, inclusive, de bebidas alcoólicas por parte das mulheres.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

13
fev

“Filhos das drogas” podem ter danos graves

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os riscos do uso de álcool e outras drogas durante a gestação

Os riscos do uso de álcool e outras drogas durante a gestação.

Há 13 anos, o professor Erikson Furtado, coordenador do PAI-PAD (Programa de Ações Integradas para Prevenção e Atenção ao Uso de Álcool e Drogas na Comunidade) da Faculdade de Medicina da USP, pesquisa os riscos do uso de álcool e outras drogas durante a gestação.

No ano 2000, ele e sua equipe cadastraram 449 grávidas que faziam uso de álcool e outras drogas, sendo que 100 delas tinham um consumo de risco. O grupo acompanhou a gestação, analisando o uso feito por essas mulheres. A partir de 2006, os pesquisadores começaram a resgatar essas crianças, para avaliar quais as consequências do uso feito na gravidez.

O número de crianças com problemas físicos ou comportamentais era tão grande que o professor criou um ambulatório no Hospital das Clínicas, onde presta atendimento mustidisciplinar a crianças e adolescentes com dependência química ou problemas decorrentes da dependência na gestação. Hoje, atende 86 adolescentes que foram acompanhados na barriga das mães, além de outros pacientes.
Erikson explica que a maioria das usuárias de risco usam o álcool atrelado a outras drogas, o que potencializa os danos para o bebê. O uso de drogas, principalmente do álcool, pode causar ao bebê más formações físicas, possíveis de serem diagnosticadas já no parto. “O bebê pode apresentar lesões na face, problemas renais, más formações ósseas”.
A “Síndrome de Abstinência Neonatal” é comum em bebês que foram expostos ao uso contínuo de álcool e outras drogas durante a gestação, principalmente o crack. “A criança já nasce muito inquieta, pois não está mais ingerindo a substância. Precisa de cuidados intensivos nas primeiras horas de vida”.
Os distúrbios de comportamento são as principais consequências do uso. “Geralmente são crianças inquietas, com dificuldade de interação, de comportamento agressivo, com dificuldades de aprendizado e que, quando adolescentes, podem ter uma iniciação precoce no uso de álcool e outras drogas”. Erikson diz que muitos de seus pacientes acabam seguindo o caminho do crime. “É comum que esses meninos tenham conflitos com a lei”.
Professor pede contracepção com orientação

Para o professor Erikson, é essencial a orientação das mulheres que receberão o anticoncepcional de longa duração. “Elas têm o direito de fazer o controle da natalidade, mas precisam estar em condições de aceitar ou não o método”.
Ele salienta que todo esforço é válido em orientar. “O esforço é válido considerando que a probabilidade de essas mães usuárias de drogas terem crianças com dificuldades é alta”.
Erikson explica que as primeiras semanas da gestação são as mais críticas. “As más formações físicas, na maior parte dos casos, acontecem nas quatro primeiras semanas, quando, algumas vezes, a mulher ainda não sabe que está grávida”. E finaliza: “Nossa bandeira é prevenir e tratar o problema”.
Fonte:  A Cidade
05
fev

Maconha ou álcool: o que é pior para a saúde?

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Embora ambos álcool e maconha sejam tóxicos quando usados para fins recreativos, sua legalidade, padrões de consumo e efeitos a longo prazo sobre o corpo são bastante diferentes. O que sabemos é que tanto o consumo de álcool quanto fumar maconha podem levar a problemas de saúde, mostrando efeitos a curto e longo prazo.

De fato, o álcool é associado a quase 80 mil mortes nas Américas, de acordo com estudo da Organização Pan-americana da Saúde feito entre 2007 e 2009. Por uma série de razões, estatísticas sobre mortes associadas com o uso de marijuana são muito mais difíceis de encontrar.

A curto prazo

Beber muito álcool pode rapidamente matar uma pessoa. A impossibilidade de metabolizar o álcool tão velozmente quanto é consumido pode conduzir a uma acumulação no cérebro, que desliga áreas necessárias para a sobrevivência, tal como as envolvidas com o batimento cardíaco e a respiração.

“Você pode morrer cinco minutos depois de ter sido altamente exposto ao álcool”, explica Ruben Baler, cientista da saúde no Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos EUA. “O impacto do uso da maconha é muito mais sutil”.

No entanto, efeitos sutis não são sinônimo de efeitos fracos, como é o caso com o consumo de cigarros, que também possui efeitos mais lentos que o álcool, mas é ligado a 200 mil mortes anuais só no Brasil, segundo dados de 2008 do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Embora a maconha afete o sistema cardiovascular, aumentando a frequência cardíaca e a pressão arterial, uma pessoa não pode morrer fatalmente de overdose de maconha como pode com o álcool.

Também, o álcool é mais propenso do que a maconha a interagir com outras drogas. Se você já estiver tomando outras drogas ou medicamentos e beber álcool, ele pode aumentar ou diminuir os níveis da droga ativa no organismo.

Além das formas diretas, ambas as substâncias podem afetar a saúde de forma indireta.

Como a maconha prejudica a coordenação e o equilíbrio, existe o risco de se ferir ao fumá-la, especialmente se uma pessoa “chapada” decidir dirigir ou fazer relações sexuais desprotegidas, enquanto suas inibições estão reduzidas. Além de consequências momentâneas, podem haver consequências a longo prazo.

A longo prazo

Os efeitos a longo prazo de beber muito são bem conhecidos. “O excesso de álcool leva a consequências muito graves”, diz Gary Murray, diretor interino da Divisão de Metabolismo e Efeitos na Saúde do Instituto Nacional de Abuso do Álcool e Alcoolismo (EUA).

Beber pode levar a doença hepática alcoólica, que pode evoluir para fibrose do fígado, que por sua vez pode levar ao câncer de fígado.

Já Baler comenta que, ao contrário do álcool, os efeitos do uso crônico da maconha não são tão bem estabelecidos. Estudos com animais indicam um possível impacto na reprodução. Além disso, há evidências de que maconha pode piorar problemas psiquiátricos para pessoas que são predispostas a eles, ou fazê-los se manifestar em uma idade mais jovem. Ainda, porque a droga é geralmente fumada, pode causar bronquite, tosse e inflamação crônica das vias aéreas.

Pesquisadores que procuram estudar o uso da maconha a longo prazo têm tido dificuldade em encontrar pessoas que fumam maconha regularmente, mas que também não fumam cigarros de tabaco. Outra grande dificuldade é a ilegalidade da maconha, que limita a pesquisa neste campo.

Este ano começaram as primeiras vendas legais de maconha para pessoas que não a usam por razões médicas nos Estados Unidos, em Colorado e Washington. A observação de taxas de lesões, acidentes, doenças mentais e uso por adolescentes levará a uma melhor compreensão dos efeitos sobre a saúde pública da maconha.

Grande parte da preocupação com a substância envolve jovens que usam a droga, porque ela interfere com o desenvolvimento do cérebro enquanto ele ainda está amadurecendo. “Fumar maconha interfere com conexões do cérebro em um momento em que ele deveria estar em um estado de mente clara, acumulando memória e experiências que formarão uma base para o futuro”, conta Baler.

Como algumas pessoas fumam maconha com a mesma voracidade que a maioria dos fumantes regulares, enquanto outros podem usar maconha apenas nos fins de semana, os efeitos na saúde tornam-se difíceis de generalizar.

Conclusão

“Você está prejudicando cumulativamente sua função cognitiva. Qual vai ser o resultado final, ninguém pode dizer”, afirma Baler.

Fonte: Hype Science

28
jan

Beber durante a gravidez pode ser pior do que usar cigarro ou maconha

Estudo indica fetos expostos ao álcool apresentam mais problemas comportamentais ou de desenvolvimento. 

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Beber durante a gravidez pode causar mais danos ao feto do que um fumar cigarro ou maconha, dizem especialistas. Com o alerta, foi preciso alterar as diretrizes governamentais, que indicam às mulheres que têm o hábito de beber que o façam no máximo duas vezes por semana. A recomendação dos especialistas para as gestantes é que eliminem de vez o álcool da rotina.

Pediatras dizem que pelo menos 1% dos bebês nascidos na Inglaterra sofrem de problemas comportamentais ou de desenvolvimento devido à exposição ao álcool. Isto significa que, entre 730 mil nascidos no país por ano, pelo menos 7 mil são afetados. Os danos que as bebidas alcoólicas podem causar são tão sérios que um especialista disse que, se é para ter um hábito ruim durante a gravidez, que seja o uso de maconha ou cigarro.

Neil Aiton, pediatra dos hospitais universitários de Brighton e Sussex, disse que sua recomendação para as futuras mamães seria “não beba”. “Temos fortes evidências de que beber álcool com regularidade é prejudicial”, afirma. Ele complementa dizendo que bebês de mães que fumam podem nascer menores do que o normal. “Existem outras evidências, mas são menores quando comparadas com os prejuízos psicológicos e neurológicos de longo prazo que o álcool causa ao sistema nervoso.”

Uma taça de 250 ml contém cerca de três unidades de álcool e os médicos dizem que, com isso, as mulheres estão colocando os seus fetos em risco. Sheila Hollins, da British Medical Association, diz que esta é uma recomendação difícil de se seguir, já que as pessoas não sabem o que é uma unidade. “A recomendação do BMA seria a de que eliminar a bebida durante a gravidez é mais seguro devido à incerteza sobre beber de níveis baixos a moderados”.

Fonte: Terra

27
jan

Alcoolismo: vício cruel

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O descontrole em consumir bebidas alcoólicas acaba prejudicando o organismo e isso é fato. Porém, são alarmantes os dados que englobam os consumidores da bebida em todo o mundo, principalmente na América do Sul. O Brasil não fica para trás quando o assunto é “encher a cara”. Aqui os excessos ultrapassam limites. Adolescentes, idosos e mulheres se encontram na escala de grandes consumidores das drogas lícitas e ilícitas, mas quem lidera esse ranking são os homens entres 50 a 59 anos. Cerca de 19 milhões de pessoas são dependentes de álcool no país. O alcoolismo é a terceira doença que mais mata no mundo e é responsável também pelos danos ao corpo, ficando atrás somente da cocaína e do craque.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o álcool provoca 80 mil mortes anuais nas Américas, sendo que o Brasil ocupa a 5ª colocação entre os países com maior índice de casos por 100 mil mortes. Em casos de acidentes de trânsito, segundos dados alarmantes da Polícia Rodoviária, 85% dos condutores de veículos envolvidos em acidentes eram do sexo masculino e demonstravam sintomas de embriaguez.

Estudos apontam que o álcool é a droga preferida dos brasileiros, com um total 68,7% de pessoas que o consomem. O país ocupa o primeiro lugar no mundo em consumidores de bebidas destiladas, como a cachaça, por exemplo, e é um dos maiores produtores de cerveja do planeta. Só a companhia Ambev produz cerca de 35 milhões de garrafas da bebida por dia. Consequentemente, o uso dessa droga traz inúmeros problemas para a saúde, podendo comprometer as células do fígado, que apesar de se regenerarem rápido, não aguentam as lesões. Estas bebidas, quando consumidas em excesso, podem acarretar diretamente ao organismo 60 tipos de doenças e feridas.

Dentre elas estão a cirrose, pancreatite, hemorragias, hepatite, e outros danos físicos como degeneração dos ossos – devido ao ácido úrico elevado, que se encontra nas bebidas alcoólicas –, lesão cerebral, gerando a síndrome de Wernicke-Korsakoff, degeneração cerebelar, ambliopia, diversos cânceres situados na boca, no esôfago, fígado, epilepsia, arritmias, cardiopatias, hipertensão, entre outros.

O grande problema se encontra na falta de prevenção. No Brasil não há o apoio às prevenções contra o consumo exagerado dessa substância, pois as políticas específicas que ajudam a incentivar o não consumo do álcool ainda engatinham. Há uma falha grave neste ponto. As imensuráveis propagandas de bebidas alcoólicas muito bem produzidas, com a presença de belas mulheres, diariamente encantam e de certa forma atraem as pessoas a consumirem álcool, o que dificulta muito a ideia dos programas de prevenção.

O número de viciados vem crescendo a cada ano, com cerca de 78% dos jovens brasileiros que bebem diariamente e 19% que já são viciados. De acordo com o Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas, efetuado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), há um alerta de que o consumo de álcool por adolescentes de 12 a 17 anos já atinge 54%, sendo que 7% destes adolescentes já apresentam dependência.

O que fazer?

A única atitude possível é ele estar informado sobre a ação das drogas, suas conseqüências e tratar o dependente o quanto antes, forçando esta decisão o mais rápido possível, pois a informação lhe chegará a tempo de obter os melhores resultados no processo de recuperação.

25
jan

Sizzurp, a droga de Bieber, já chegou ao Brasil

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Mistura feita com xarope para tosse causa dependência e pode levar à morte por parada respiratória

Justin Bieber

Preso na última quinta-feira em Miami Beach por dirigir sob efeito e álcool e drogas, o cantor Justin Bieber pode ser usuário de um entorpecente caseiro. Sites de celebridades como TMZ e Radar Online trazem relatos de que o ídolo teen consome drogas com frequência alarmante – em especial, uma mistura batizada de sizzurp. “Essa droga virou febre nos Estados Unidos e está afetando o Brasil. É um problema crescente na saúde pública”, afirma o psiquiatra Ivan Braun, doutor pela Faculdade de Medicina da USP e especialista no tratamento de usuários de drogas. Um levantamento feito em 2005 mostrou que quase 2% dos brasileiros já haviam utilizado o xarope pelo menos uma vez na vida para fins recreacionais.

A droga é feita com xarope para tosse, refrigerante e balas dissolvidas, para melhorar o sabor. O tipo de xarope utilizado tem como principal princípio ativo a codeína – um derivado do ópio, como a morfina. O medicamento ainda contém anti-histamínicos como a prometazina, um antialérgico com efeito tranquilizante.

A mistura gera uma sensação de euforia e bem-estar e, assim como outros entorpecentes, pode causar dependência. “O usuário passa a necessitar de doses cada vez maiores, e quando fica sem a medicação tem síndrome de abstinência”, diz Braun. “Outro problema é que, com frequência, há associação com outras drogas, o que aumenta chances de comportamentos de risco.” Em doses elevadas, a bebida pode causar falta de ar e levar à morte.

Leia mais:
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Saúde pública – Xarope à base de codeína é um medicamento vendido sob prescrição médica, indicado para pacientes com tosse grave. Quando utilizado com supervisão médica, não oferece riscos ao paciente. Em excesso, torna-se prejudicial.

Além dos xaropes para tosse, ansiolíticos, relaxantes musculares e medicamentos para dor – que contém outros tipos de opioides – também são alvos de abusos. “Uma proposta interessante e muito discutida para inibir o abuso de drogas prescritas é misturar à formulação substâncias de gosto desagradável”, diz o médico. O tratamento em caso de excessos geralmente não requer medicação, apenas terapia para estimular o fim do hábito. Em casos mais graves pode ser necessário o uso da clonidina, medicamento usado na desintoxicação por opioides.

Hip-hop e Rap – A origem do sizzurp está associada à cultura do hip-hop, nos Estados Unidos. Acredita-se que a droga tenha se difundido a partir do Texas, onde seu uso se tornou comum na década de 1990. Em 2008, o rapper americano Pimp C teve a morte atribuída a uma overdose de xarope contra tosse. Segundo relados, em 2013, o também rapper Lil Wayne foi hospitalizado pelo menos motivo. O cantor menciona a bebida em diversas composições.

Fonte: Veja

21
jan

Maconha: entenda como a droga pode afetar sua vida

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Efeito MaconhaA descriminalização da maconha no Uruguai reacendeu velhas discussões, preocupações e mesmo alguns preconceitos nos vizinhos brasileiros. Maconha faz mal ou faz bem, deixa o raciocínio mais lento, melhora ou piora o desempenho acadêmico, pode tratar depressão, ansiedade, ou piorar os sintomas? Esse tipo de questionamento surge em meio a estudos que ora apontam os danos, ora exaltam benefícios do uso medicinal da planta, mas não há uma resposta simples. O que se sabe é que o fato de o uso da Cannabis sativa não estar legalizado no Brasil não interfere no seu consumo em diferentes faixas etárias – inclusive por jovens em idade escolar e universitária.

No I Levantamento Nacional sobre Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas entre Universitários das 27 Capitais Brasileiras, realizado em 2010 pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e pelo Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a maconha apareceu como a substância psicoativa mais consumida entre estudantes de instituições públicas e privadas. Outra pesquisa, realizada em 2013 pelo Projeto Este Jovem Brasileiro, do Portal Educacional em parceria com o psiquiatra Jairo Bouer, com jovens de 12 a 17 anos em 64 escolas particulares brasileiras, aponta que 10% dos entrevistados já usaram a droga, sendo 22% entre os 12 e 13 anos. Os que fumam todos os dias equivalem a 18%. Esse mesmo estudo mostra que, em sala de aula, dificuldade de concentração (49%), ansiedade (47%) e irritação (44%) são as emoções que mais incomodam entre todos os entrevistados, seguidas por tristeza e desânimo (30%). Os dados informam também que 35% têm dificuldade em entender a aula, e 13% já foram reprovados.

Frente aos resultados, Bouer apontou que haveria uma relação entre quem já experimentou maconha e as mudanças nas emoções. Para ele, a droga parece aumentar ansiedade, tristeza, desânimo, dificuldade em se concentrar e entender as disciplinas. “A pesquisa mostra que o índice de reprovação chegou a 31% entre os que já fumaram. Ou seja, maconha e rendimento na escola parecem definitivamente não combinar”, conclui Bouer.

Já o neurocientista João Menezes, médico e professor do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, avalia de modo diferente esse tipo de dado que relaciona o uso da maconha com mau desempenho escolar. Ele compreende que é difícil dissociar em um estudo o que é de fato resultado da droga e o que é consequência da proibição da mesma. “Temos que lembrar do contexto social. Não existe pesquisa sobre isso livre do contexto marginal, de proibição e estresse causados pela criminalização. O estresse também afeta muito o aprendizado. Então, como saber se o efeito foi da maconha ou do estresse?”, questiona o membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento.

Menezes assinala, contudo, que o uso mais seguro da Cannabis, nos países em que ela é regulamentada para uso terapêutico, é voltado para adultos – ainda que haja aplicações para jovens, mediante avaliação médica – uma vez que eles são menos suscetíveis aos efeitos negativos da planta. Ele lembra, ainda, que por afetar a memória de curto prazo, a maconha pode comprometer habilidades necessárias no contexto escolar. Além disso, o contato precoce com a maconha também pode agravar doenças psiquiátricas, além de aumentar as chances de dependência.

Foi divulgado, em 2013, um estudo que avaliou os efeitos da maconha no processo de aprendizagem em jovens de quatro colégios da cidade de Santiago, no Chile. O trabalho, realizado por cientistas da Clínica de Las Condes, da “La Esperanza” Corporation for Drug Prevention e dos departamentos de Psiquiatria e Saúde Mental e de Ciências Sociais da Universidade do Chile, dividiu em dois grupos consumidores exclusivos da planta e não consumidores, mantendo constantes as variáveis de coeficiente intelectual e nível socioeconômico. A pesquisa concluiu que os usuários da droga mostraram déficit em habilidades cognitivas associadas ao processo de aprendizagem, como atenção, concentração, integração visuoespacial, retenção imediata e memória visual, observadas a partir de neuroimagem.

Alterações no cérebro

Um estudo da escola de medicina da Northwestern University, nos Estados Unidos, publicado em dezembro na revista científica Schizophrenia Bulletin, apontou que adolescentes entre 16 e 17 anos que fumaram maconha diariamente por cerca de três anos apresentavam alterações nas estruturas cerebrais relacionadas à memória, e tiveram mau desempenho em atividades em que a memória era requisitada. O estudo mapeou regiões chave na substância cinzenta subcortical do cérebro de usuários crônicos da erva e relacionaram anormalidades nessas áreas com danos na memória funcional, que é a habilidade de lembrar e processar informações no momento e, se necessário, transferi-las para a memória de longo prazo. As alterações constatadas seriam semelhantes às relatadas em pacientes com esquizofrenia.

Segundo o estudo, quanto mais jovens os indivíduos quando começaram a usar maconha cronicamente, mais as regiões do cérebro apresentavam modificações. No entanto, como a pesquisa examinou uma área por vez, seria necessário um estudo longitudinal para provar que a substância de fato modificaria o cérebro e causaria danos.

Fonte: Terra

16
jan

Brasil é o 5º país em mortes causadas pelo álcool

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Além de ser o responsável por uma série de problemas sociais e de saúde, o álcool é a causa de cerca de 80 mil mortes por ano no continente americano. E o Brasil ocupa a quinta posição nesse preocupante ranking ligado ao consumo de bebidas, segundo um novo estudo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados foram publicados esta semana na edição online da revista científica “Addiction”.

O estudo analisou todas as mortes ligadas ao álcool entre 2007 e 2009 em 16 países da América do Norte e da América Latina. Eles afirmam que o uso da substância provocou uma média anual de 79.456 mortes que poderiam ter sido evitadas se não houvesse consumo de álcool.

Na maioria dos países, as doenças hepáticas foram a principal causa dessas mortes, seguidas de transtornos neuropsiquiátricos. Segundo os autores, a pesquisa só mostra “a ponta do iceberg de um problema maior”.

As taxas de mortalidade por consumo de álcool variam entre os países: as mais altas são as de El Salvador (uma média de 27,4 em 100 mil mortes por ano), Guatemala (22,3) e Nicarágua (21,3), México (17,8) e, em quinto lugar, do Brasil (12,2 para 100 mil mortes por ano).

Os índices se distanciam dos registrados na Colômbia (1,8), Argentina (4,0), Venezuela (5,5), Equador (5,9), Costa Rica (5,8), e Canadá (5,7). Em todos os países estudados, 84% dos mortos que tiveram relação com álcool, eram homens.

Idade

Por idade, a taxa mais alta de mortalidade por consumo de álcool foi registrada no grupo de pessoas entre 50-69 anos na Argentina, Canadá, Costa Rica, Cuba, Paraguai e Estados Unidos. No Brasil, no Equador e na Venezuela, as maiores taxas de mortalidade por álcool foram entre pessoas com idade entre 40 e 49 anos.

Já o México registrou um padrão diferente. O risco de morte por ingestão de álcool aumenta ao longo da vida e alcança seu máximo depois dos 70 anos.

Segundo os autores do estudo, as mortes ligadas ao consumo de álcool podem ser prevenidas através de políticas e intervenções que reduzem a ingestão de bebidas, incluindo restrições à disponibilidade de produtos, aumento de preços e controle no mercado e na publicidade.

Gravidez

Mulheres jovens que bebem álcool antes da primeira gravidez, correm maior risco de desenvolver câncer de mama, segundo estudo realizado nos Estados Unidos.

Fonte: O Tempo

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