21
jan

Maconha: entenda como a droga pode afetar sua vida

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Efeito MaconhaA descriminalização da maconha no Uruguai reacendeu velhas discussões, preocupações e mesmo alguns preconceitos nos vizinhos brasileiros. Maconha faz mal ou faz bem, deixa o raciocínio mais lento, melhora ou piora o desempenho acadêmico, pode tratar depressão, ansiedade, ou piorar os sintomas? Esse tipo de questionamento surge em meio a estudos que ora apontam os danos, ora exaltam benefícios do uso medicinal da planta, mas não há uma resposta simples. O que se sabe é que o fato de o uso da Cannabis sativa não estar legalizado no Brasil não interfere no seu consumo em diferentes faixas etárias – inclusive por jovens em idade escolar e universitária.

No I Levantamento Nacional sobre Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas entre Universitários das 27 Capitais Brasileiras, realizado em 2010 pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e pelo Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a maconha apareceu como a substância psicoativa mais consumida entre estudantes de instituições públicas e privadas. Outra pesquisa, realizada em 2013 pelo Projeto Este Jovem Brasileiro, do Portal Educacional em parceria com o psiquiatra Jairo Bouer, com jovens de 12 a 17 anos em 64 escolas particulares brasileiras, aponta que 10% dos entrevistados já usaram a droga, sendo 22% entre os 12 e 13 anos. Os que fumam todos os dias equivalem a 18%. Esse mesmo estudo mostra que, em sala de aula, dificuldade de concentração (49%), ansiedade (47%) e irritação (44%) são as emoções que mais incomodam entre todos os entrevistados, seguidas por tristeza e desânimo (30%). Os dados informam também que 35% têm dificuldade em entender a aula, e 13% já foram reprovados.

Frente aos resultados, Bouer apontou que haveria uma relação entre quem já experimentou maconha e as mudanças nas emoções. Para ele, a droga parece aumentar ansiedade, tristeza, desânimo, dificuldade em se concentrar e entender as disciplinas. “A pesquisa mostra que o índice de reprovação chegou a 31% entre os que já fumaram. Ou seja, maconha e rendimento na escola parecem definitivamente não combinar”, conclui Bouer.

Já o neurocientista João Menezes, médico e professor do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, avalia de modo diferente esse tipo de dado que relaciona o uso da maconha com mau desempenho escolar. Ele compreende que é difícil dissociar em um estudo o que é de fato resultado da droga e o que é consequência da proibição da mesma. “Temos que lembrar do contexto social. Não existe pesquisa sobre isso livre do contexto marginal, de proibição e estresse causados pela criminalização. O estresse também afeta muito o aprendizado. Então, como saber se o efeito foi da maconha ou do estresse?”, questiona o membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento.

Menezes assinala, contudo, que o uso mais seguro da Cannabis, nos países em que ela é regulamentada para uso terapêutico, é voltado para adultos – ainda que haja aplicações para jovens, mediante avaliação médica – uma vez que eles são menos suscetíveis aos efeitos negativos da planta. Ele lembra, ainda, que por afetar a memória de curto prazo, a maconha pode comprometer habilidades necessárias no contexto escolar. Além disso, o contato precoce com a maconha também pode agravar doenças psiquiátricas, além de aumentar as chances de dependência.

Foi divulgado, em 2013, um estudo que avaliou os efeitos da maconha no processo de aprendizagem em jovens de quatro colégios da cidade de Santiago, no Chile. O trabalho, realizado por cientistas da Clínica de Las Condes, da “La Esperanza” Corporation for Drug Prevention e dos departamentos de Psiquiatria e Saúde Mental e de Ciências Sociais da Universidade do Chile, dividiu em dois grupos consumidores exclusivos da planta e não consumidores, mantendo constantes as variáveis de coeficiente intelectual e nível socioeconômico. A pesquisa concluiu que os usuários da droga mostraram déficit em habilidades cognitivas associadas ao processo de aprendizagem, como atenção, concentração, integração visuoespacial, retenção imediata e memória visual, observadas a partir de neuroimagem.

Alterações no cérebro

Um estudo da escola de medicina da Northwestern University, nos Estados Unidos, publicado em dezembro na revista científica Schizophrenia Bulletin, apontou que adolescentes entre 16 e 17 anos que fumaram maconha diariamente por cerca de três anos apresentavam alterações nas estruturas cerebrais relacionadas à memória, e tiveram mau desempenho em atividades em que a memória era requisitada. O estudo mapeou regiões chave na substância cinzenta subcortical do cérebro de usuários crônicos da erva e relacionaram anormalidades nessas áreas com danos na memória funcional, que é a habilidade de lembrar e processar informações no momento e, se necessário, transferi-las para a memória de longo prazo. As alterações constatadas seriam semelhantes às relatadas em pacientes com esquizofrenia.

Segundo o estudo, quanto mais jovens os indivíduos quando começaram a usar maconha cronicamente, mais as regiões do cérebro apresentavam modificações. No entanto, como a pesquisa examinou uma área por vez, seria necessário um estudo longitudinal para provar que a substância de fato modificaria o cérebro e causaria danos.

Fonte: Terra

16
jan

Brasil é o 5º país em mortes causadas pelo álcool

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Além de ser o responsável por uma série de problemas sociais e de saúde, o álcool é a causa de cerca de 80 mil mortes por ano no continente americano. E o Brasil ocupa a quinta posição nesse preocupante ranking ligado ao consumo de bebidas, segundo um novo estudo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados foram publicados esta semana na edição online da revista científica “Addiction”.

O estudo analisou todas as mortes ligadas ao álcool entre 2007 e 2009 em 16 países da América do Norte e da América Latina. Eles afirmam que o uso da substância provocou uma média anual de 79.456 mortes que poderiam ter sido evitadas se não houvesse consumo de álcool.

Na maioria dos países, as doenças hepáticas foram a principal causa dessas mortes, seguidas de transtornos neuropsiquiátricos. Segundo os autores, a pesquisa só mostra “a ponta do iceberg de um problema maior”.

As taxas de mortalidade por consumo de álcool variam entre os países: as mais altas são as de El Salvador (uma média de 27,4 em 100 mil mortes por ano), Guatemala (22,3) e Nicarágua (21,3), México (17,8) e, em quinto lugar, do Brasil (12,2 para 100 mil mortes por ano).

Os índices se distanciam dos registrados na Colômbia (1,8), Argentina (4,0), Venezuela (5,5), Equador (5,9), Costa Rica (5,8), e Canadá (5,7). Em todos os países estudados, 84% dos mortos que tiveram relação com álcool, eram homens.

Idade

Por idade, a taxa mais alta de mortalidade por consumo de álcool foi registrada no grupo de pessoas entre 50-69 anos na Argentina, Canadá, Costa Rica, Cuba, Paraguai e Estados Unidos. No Brasil, no Equador e na Venezuela, as maiores taxas de mortalidade por álcool foram entre pessoas com idade entre 40 e 49 anos.

Já o México registrou um padrão diferente. O risco de morte por ingestão de álcool aumenta ao longo da vida e alcança seu máximo depois dos 70 anos.

Segundo os autores do estudo, as mortes ligadas ao consumo de álcool podem ser prevenidas através de políticas e intervenções que reduzem a ingestão de bebidas, incluindo restrições à disponibilidade de produtos, aumento de preços e controle no mercado e na publicidade.

Gravidez

Mulheres jovens que bebem álcool antes da primeira gravidez, correm maior risco de desenvolver câncer de mama, segundo estudo realizado nos Estados Unidos.

Fonte: O Tempo

13
jan

Mistura de cocaína e adrenalina enlouquece usuários de drogas

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Traficantes estão adicionando doses de adrenalina na fabricação da cocaína que é vendida nas bocas de fumo do Rio de Janeiro. A revelação surgiu em uma pequena filmagem de uma reportagem britânica que veio ao Brasil cobrir a violência no país da Copa, e mostrou os criminosos adicionando a substância ao pó que forma a droga. Mas para quem faz o tratamento de pessoas dependentes do narcótico, essa informação explica porque os pacientes estão se tornando cada vez mais difíceis de tratar.

Jorge Jaber, psicanalista e presidente da Associação Brasileira de Alcoolismo e Drogas (Abad), conta que além dos problemas comportamentais e cerebrais que frequentemente acompanham usuários de drogas, têm surgido cada vez mais casos de doenças.

– Está se explicando porque temos encontrado cada vez mais dependentes químicos com hipertensão, mesmo entre pessoas jovens. Também agora os pacientes estão precisando ser tratados clinicamente para diabetes – disse o médico.

Outros transtornos que têm “aumentado muito” são relacionados ao aumento de colesterol, triglicerídeos e lipídios. Para o médico, esse quadro era muito incomum, pois usuários de drogas pesadas tendem a ter menos gordura:

– Aumentaram muito os problemas na concentração de gorduras em pacientes que deveriam perdê-las, porque comem menos. Me parece que a resposta disso pode estar exatamente na mistura de outras substâncias na cocaína.

adrenalina é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais que aumenta os batimentos cardíacos, a frequência respiratória, e coloca o corpo em sinal de alerta. Normalmente é liberada quando estamos em situações de risco, realizando atividades esportivas, ou sob forte estresse. O efeito de doses grandes de adrenalina é um pouco parecido com aquele provocado pela cocaína. Ao adicionar o hormônio no narcótico, traficantes estão “falsificando” a droga.

– Acredito que (os traficantes) estejam diminuindo a quantidade de cocaína para fingir que a droga que estão vendendo é mais pura, mas na verdade aquele efeito que o usuário tem não é da cocaína e sim da adrenalina.

Droga Falsificada

Uma surpresa é que os traficantes estejam adulterando a droga dessa maneira no Brasil, onde o quilo de cocaína pode ser comprado pelo preço de R$1.400,00. Barato, se comparado com o preço em outros países, que pode ultrapassar os R$300 mil.

– Já havia informações de que isso era feito em outros países onde a cocaína é muito cara, mas no Brasil não se justificaria – disse o psicanalista.

O processo de misturar aditivos na fabricação da cocaína – também chamado de “malhar” a droga, é comum. No Brasil, substâncias de cor branca como pó de mármore, giz e mesmo pó de vidro já são usados para adulterar o produto e economizar a cocaína pura.

Outro problema de usar a droga adulterada com adrenalina é que o efeito negativo se torna ainda pior. A mistura das duas substâncias causa vasoconstrição, o que aumenta a concentração de cocaína no sangue e pode causar parada cardíaca imediata. O efeito é ainda mais perigoso em pessoas que já sofrem de ansiedade ou hipertensão, porque já possuem níveis elevados de adrenalina no sangue.

Além disso, a droga falsificada vicia ainda mais, porque o corpo precisa de mais cocaína para satisfazer a dependência:

– A pessoa tem a sensação de que consumiu a cocaína, mas a dependência química não fica satisfeita e então acaba usando mais quantidade da cocaína falsificada e consumindo mais adrenalina.

Tratamento

Pessoas em busca de tratamento para dependência química ou familiares de dependentes podem procurar a nossa clínica, ligando para o número (34) 3061-0101 (atendimento 24 horas).

07
jan

Técnica que controla neurônios com a luz é usada contra alcoolismo

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Uma equipe de neurobiólogos da Universidade de Wake Forest e da Universidade de Buffalo (UB) conseguiu evitar que ratos de laboratório ‘alcoólatras’ ingerissem álcool a partir do uso de luz, informou a Wired.  Após serem induzidos ao alcoolismo pelos cientistas,  as cobaias se recusaram a beber quando neurônios controladores da dopamina (um neurotransmissor) eram expostos a fibras óticas.

A técnica é chamada de optogenética e funciona a partir da administração de certas proteínas, capazes de deixar neurônios específicos ficam sensíveis à luz. Isso faz com que as células possam ser facilmente estimuladas com o uso de fibras óticas. No caso dessa pesquisa, os cientistas usaram um vírus para levar uma proteína que responde à luz até os neurônios controladores de dopamina. Em seguida, uma fibra óptica passou a funcionar como um interruptor para ligar e desligar a liberação do neurotransmissor.

“Por décadas, temos observado que determinadas regiões do cérebro se tornam mais ativas em um alcoólatra quando ele bebe ou olha para fotos de pessoas bebendo, por exemplo. Não sabíamos se essas mudanças na atividade cerebral realmente afetavam o comportamento do alcoólatra”, diz Caroline Bass, assistente de farmacologia e toxicologia envolvida na iniciativa.

O que os cientistas já sabem é que o alcoolismo está diretamente ligado à dopamina, já que ela está associada à recompensa e ao prazer. Contudo, a equipe Wake Forest-UB descobriu que estimulando os neurônios certos não apenas o comportamento de alcoólatras era revertido, mas também prevenido – mesmo muito tempo após os estímulos.

Caroline espera que o mapeamento cerebral que conseguiram com o estudo não só ajude a identificar as vias neurais que controlam o alcoolismo em humanos, mas também em sua compreensão e, mais, no tratamento de outros distúrbios neurológicos.

Fonte: Galileu

07
jan

Mike Tyson reflete sobre vício em drogas e promete sobriedade em 2014

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Ex-boxeador americano lembra momentos difíceis de sua trajetória, revela que sofreu recaída em agosto do ano passado e luta diariamente para se manter “limpo”.

Lenda do boxe mundial, Mike Tyson abriu um capítulo obscuro de sua trajetória pessoal. O ex-lutador publicou um artigo com o título ”Lutando para mudar o hábito” no ”New York Times”, admitindo o vício em drogas e prometeu combater o problema em 2014. Segundo ele, essa é uma de suas metas para o ano novo.

– Para viciados, a disciplina não é algo para lutar a cada ano novo. É necessário a cada momento – diz Tyson, no artigo.

O ex-pugilista revelou que seu vício começou na década de 1980. Segundo ele, apenas seu antigo treinador Cus D’Amato conseguiu o impedir de usar drogas e o manteve focado na carreira dentro do ringue. A morte do técnico, no entanto, foi crucial para aumentar seu problema.

– Cus morreu um ano antes de eu ganhar meu primeiro cinturão, em 1986. Quando ele se foi, eu passei a ter menos um incentivo para ficar disciplinado. Comecei a beber muito e usar drogas. Eu finalmente me aposentei em 2005. Não queria insultar o esporte por entrar fora de forma, apenas lutando por um pagamento. Foi quando me tornei um viciado. Desde então, tenho lutado para a sobriedade. Às vezes com sucesso, às vezes não.

Em seu texto, Mike Tyson reconhece que não conseguiu levar para a vida pessoal a disciplina dos ringues, onde venceu 50 oponentes. Ele acredita que, para ficar longe dos seus vícios, é preciso mais do que evitar o álcool e as drogas.

– Estar sóbrio é mais do que evitar drogas ou álcool. É um estilo de vida focado em fazer escolhas morais e elevar a coisas que tornam a vida digna de ser vivida – desabafa.

Em seu texto, Mike Tyson revelou que há cinco anos, quando sua filha Exodus morreu aos 4 anos, tinha prometido ficar sóbrio e dar todo o suporte necessário para seus familiares. No entanto, não conseguiu resistir e teve uma recaída que atrapalhou os seus planos.

– Eu estava determinado a viver uma vida melhor para o bem da minha família, mas a dor era tão ruim que fui atrás das drogas. A recuperação é um processo longo e, sem incentivo, seria quase impossível.

O boxeador americano afirma que ficou sóbrio por cinco anos, mas acabou tendo outro deslize em agosto do ano passado. Ele tinha acabado de terminar o manuscrito de seu livro e prestes a estrear um programa de televisão.  A biografia de Mike Tyson já causa polêmica. Além de admitir vícios, ele confessou fugir de exames antidoping, usando até um pênis falso nos testes.

– Estou ansioso para um 2014 glorioso, que todas as nossas resoluções mais bem intencionadas se tornem realidade – finalizou.

06
jan

Você ronca? Um dos grandes vilões pode ser o álcool

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Obesidade, alcoolismo, obstrução nasal, tabagismo e alterações na anatomia da garganta podem ser a causa do ruído que incomoda a tantos. É preciso atenção com a apneia do sono.

Se você não ronca, com certeza conhece alguém que sim. Causa comum na população mundial, o ronco pode ter várias causas, sendo as principais a obstrução nasal, a obesidade, o alcoolismo, o tabagismo e as alterações anatômicas na garganta.

Segundo Levon Mekhitarian Neto, membro da Sociedade Panamericana de Otorrinolaringologia e especialista brasileiro no tratamento dos distúrbios respiratórios do sono, esses fatores que causam o ronco podem acontecer isolados ou associados.

“O ronco em si não tem um caráter perigoso, diria apenas que é um alerta para algo mais grave, pois pode estar associado à apneia do sono”, explica Neto. A apneia é o que acontece quando a pessoa literalmente para de respirar durante o sono, durante alguns segundos.

Mas o ronco não atinge só a população adulta. Algumas crianças já roncam com os mesmos decibéis de gente grande. Neto explica que a causa mais comum é o aumento das amídalas ou das adenoides, popularmente conhecidas por ‘carne esponjosa’. “Não deve ser descartado também a obesidade muito comum em crianças nos dias de hoje”, explica. O perigo está na ocorrência da apneia, que altera o sono e traz sérios prejuízos no crescimento e desenvolvimento da criança. “Nessa caso, a retirada das amídalas e da adenoide resolve plenamente o problema.”

Para aquelas pessoas que passam a roncar ao longo dos anos, Neto explica que pode ser que haja alguma alteração nos hábitos que levem a isso, como o aumento acentuado de peso. “Além disso, pode haver uma alteração na anatomia da via aérea, como um trauma nasal ou aumento das amídalas”, explica, ressaltando que a consulta com um especialista é muito importante.

O médico avaliará o real motivo do ronco e procurará corrigir as causas. “Não se pode pensar em um tratamento para o ronco sem pensar no caráter multifatorial da condição”, conclui o médico.

Fonte: Mídia News

27
dez

Comissão da Câmara aprova vagas em escolas técnicas para ex-usuários de drogas

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou, no último dia 18, proposta que aumenta em 10% as vagas de escolas técnicas e profissionalizantes para atender usuários de drogas em recuperação (PL 2928/11).

A proposta estabelece que, para conseguir a vaga, o candidato não deve usar drogas, precisa fazer tratamento da dependência e atender os requisitos de admissão e as normas da escola técnica. O aluno que deixar de cumprir alguma das medidas será desligado do curso.

A seleção dos alunos será acompanhada, de acordo com a proposta, pelo Sistema Único de Assistência Social (Suas), do Ministério do Desenvolvimento Social. A prioridade das vagas será para usuários que estudaram em escolas públicas ou tenham terminado o ensino fundamental pelo Projovem (Programa Nacional de Inclusão de Jovens).

Ainda segundo o projeto, metade das vagas deverá ser oferecida nos seis meses após a publicação da lei, e a outra metade um ano após a finalização do primeiro lote de matrículas.

A proposta foi apresentada pela Comissão Especial Sobre Drogas no final de 2011. Atualmente, a Lei 11.343/06, que criou o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas, prevê medidas para reinserção social de usuários de drogas, mas sem mecanismos para garantir a formação educacional dos dependentes em recuperação.

Eficácia

A coordenadora da Ampare (Associação Mineira de Pais e Amigos para Prevenção e Recuperação do Abuso de Drogas), Cristiana Abreu, elogia a intenção, mas não sabe se o projeto será proveitoso. “Tem pessoas que não conseguem fazer duas coisas ao mesmo tempo. Não acho que isso seja uma prioridade de imediato para o tratamento.”

Segundo ela, a maioria dos usuários de droga que usam o serviço público não terminou o ensino fundamental, portanto não poderia ser beneficiada com vagas no ensino médio profissionalizante.

Rejeição

A comissão rejeitou o Projeto de Lei 7894/10, ao qual o PL 2928/11 tramita apensado. O relator, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), argumentou que, embora os dois tenham o mesmo objetivo, o teor do segundo projeto é mais abrangente e completo.

— São evidentemente necessárias medidas para assegurar a continuidade da trajetória escolar do usuário e do dependente de drogas, particularmente no sentido de promover a sua qualificação técnica e profissional.

Tramitação

O PL 2928/11 ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, e pelo Plenário da Câmara.

Fonte: R7

27
dez

Ex-jogadora do Santos e Seleção, Bebel supera prisão e recaídas para vencer as drogas

Publicado em Notícias Reflexão

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Quase dois anos depois de ser presa por tentativa de furto e posse de drogas, Stephane Gomes, conhecida como Bebel, ex-jogadora de futebol do Santos e da seleção brasileira, tenta reconstruir a vida devastada pelo crack. Após diversas recaídas e o abandono dos gramados, ela encara cada dia como uma batalha para manter-se “limpa” e realizar o sonho de ter uma escolinha de futebol.

Longe das drogas há quase um ano, Bebel não esquece os cinco dias intermináveis que passou na Penitenciária Feminina de Tremembé, em fevereiro de 2012. No entanto, eles não foram suficientes para mantê-la longe do vício. A compulsividade fez a ex-atleta sucumbir e voltar ao mundo obscuro do crack. Foram duas recaídas, várias noites vagando pelas ruas com bandidos e traficantes e o risco diário de ser detida pela polícia novamente.

Bebel faz parte de uma estatística alarmante no País. De acordo com uma pesquisa recente, encomendada pela Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas) e realizada pela Fundação Oswaldo Cruz, o crack é usado por 35% dos consumidores de drogas ilícitas nas capitais brasileiras. Na região Sudeste, por exemplo, há 113 mil usuários de drogas.

A ex-Sereia da Vila responde até hoje pelo flagrante do ano passado, mas sequer pensava nisso quando o desejo de “dar um trago” era maior. No inconsciente, ela sabia do perigo que estava correndo, porém, a vontade de usar o crack a tornava irracional. Os pais chegaram a colocar a casa à venda para afastá-la do ambiente ruim. Não precisou. Ela reencontrou sua fortaleza justamente onde tudo começou: no futebol.

Bebel abriu as portas de sua casa, na Penha, na zona leste de São Paulo, e recebeu oiG Esporte para um bate-papo. Com o semblante rejuvenescido, ela exibe pequenos cortes nas mãos, que diferentemente de dois anos atrás, são consequências de um “bico” que faz em uma padaria, onde tem a incumbência de cortar frios todas as manhãs. É o que a ajuda a se manter longe da dependência.

A internação no interior de São Paulo

Bebel foi presa no dia 7 de fevereiro de 2012, depois de uma tentativa de furto. Na ocasião, ela confessou ser usuária de drogas e, um mês depois, recebeu ajuda para iniciar o tratamento de desintoxicação no Centro de Tratamento Araçoiaba, em Araçoiaba da Serra, a 120 quilômetros da capital paulista. Apesar de ter até mais privilégios que os outros pacientes, permaneceu lá por apenas um mês e não conseguiu ter o tratamento adequado por ser tratada como “uma garota propaganda” da casa, segundo ela.

“Eles me ajudaram a ficar limpa um mês. Mas eu não tive o tratamento correto porque não tinha tempo. Eram muitos compromissos, eu tinha de tirar foto, ir ao cabeleireiro, tinha de vir para São Paulo para inaugurar um parque aquático…”, afirmou.

A primeira recaída, ida para Salto (SP) e segunda recaída

A primeira recaída de Bebel aconteceu logo depois de ela deixar o CT Araçoiaba, em abril de 2012. “Depois que saí da clínica, tive uma recaída. Eu acho que fiquei umas duas semanas na recaída. Foi um momento difícil, que ali eu me perguntei: ‘Putz, será que eu vou conseguir?’. Foi um momento crucial na minha vida”.

Após 21 dias na rua, em maio, a ex-atleta resolveu se isolar em Salto, uma cidade no interior de São Paulo, a 104 quilômetros da capital, e morar com uma amiga. Foram sete meses na cidade e cinco longe das drogas. Em novembro, veio a segunda recaída.

As noites usando drogas

Ela passava dias longe de casa. “Como aqui foi o lugar onde eu usei muito, quando eu botei o pé aqui o que era normal para mim era ir para a favela e usar droga. A minha droga de preferência era o crack. Passava muita fome, muito frio, eu convivia com pessoas de alta periculosidade. Assassinos, estupradores, assaltantes, matador de polícia. Eu usava o crack e sabia que poderia levar uma facada.

Eu falava assim: ‘Agora eu vou embora’, aí eu chegava na esquina de casa e sempre tinha um cara para falar ‘Bebel, vamos dar um trago’, aí eu não voltava mais para casa. Aí eu passava mais dois ou três dias fora da minha casa, sem comer, sem tomar banho, sem tomar água, só usando o crack. Quando eu voltava para a minha casa, eu tinha vergonha. No estado que eu estava, eu não tinha coragem de olhar para a minha mãe. Eu entrava, subia, tomava banho e ficava no meu quarto dois dias diretos. Eu só levantava para comer e voltava”, relatou.

As consequências da droga

Bebel sempre se recusou a tomar remédios para se livrar da droga. Alegava que não queria ser dependente do medicamento como era do crack. Quando tentava se manter longe da droga ou usava em excesso, tinha alucinações e pensava em tirar a própria vida.

“Eu passei três meses dentro de casa, eu sentia dores no corpo, vomitava, sangrava e desencadeei a síndrome do pânico. Foi uma loucura Eu chorei muito, fiquei muito depressiva, pensei em me matar várias vezes. Eu não tinha certeza que ia conseguir sair”, disse.

Escolinha de Futebol

Depois de passar as festas ao lado da família, em janeiro deste ano, Bebel aceitou o convite para treinar a criançada – cerca de 60 –  do bairro e montar uma espécie de escolinha no campo perto de casa. O projeto foi um sucesso até que a Vara de Infância e Juventude proibiu que as atividades continuassem.

“Eu sempre pensei em jogar futebol, mas nunca pensei em passar o que aprendi para as outras pessoas. Quando comecei a escolinha, era época de férias (escolares), e eu dava treino todos os dias, de domingo a domingo. Isso me ajudou muito. Eu não saia da minha casa para nada. Quando eu chegava no campo e dava aquela vontade, eles (alunos) me ajudavam muito. Eles foram importantes em minha recuperação e sinto falta deles”, declarou.

“No começo, eu me questionava: por que estava fazendo tudo certo e não ia para a frente? Eu acho que Deus tem um propósito muito maior na minha vida. Se não é para dar certo agora, mais para frente isso pode tomar uma proporção maior. Eu não tenho mais pressa para que as coisas aconteçam. As coisas não são no meu tempo, é no tempo de Deus, no tempo da vida. Não adianta atropelar as coisas, porque elas acabam não dando certo”, completou.

Projetos para o futuro

Depois que deixou a clínica, Bebel tentou voltar ao futebol. Passou pelo Juventus, pela Portuguesa, jogou futsal no Palmeiras e na Sabesp, que tinha uma parceira com o São Bernardo. Porém, uma lesão no dedinho do pé a forçou a parar.

“Tentaram me tirar o futebol e ele é a minha vida. Eu respiro futebol, eu durmo futebol, eu acordo futebol. Tudo é futebol. Mesmo eu não estando jogando, as pessoas me reconhecem como a Bebel jogadora. Eu não vou tirar isso das pessoas, porque eu conquistei. Hoje eu até penso em voltar a jogar, mas eu tenho um projeto maior na minha vida que é eu ter a minha própria escolinha”, disse ela, que também pretende escrever um livro para contar tudo o que tem vivido.

Fonte: IG

26
dez

Festas de fim de ano facilitam recaída de dependentes em tratamento

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Os dependentes químicos precisam ter muita força de vontade e de um tratamento adequado nesta época do ano, com a chegada das festas de Natal e Réveillon.
Muitos dependentes químicos que lutam contra o vício, acabam desistindo do tratamento por causa das festas e das bebidas, que são um passo para outras drogas. Junto com as comemorações de fim de ano vêm as recaídas. Cada minuto desse dependente vale muito, por isso a família deve valorizar a auto-estima dessa pessoa para que ela se mantenha a cada dia de uma maneira positiva e sem drogas.
União
É importante que os dependentes de uma comunidade terapêutica passem juntos esse período. Apesar da tristeza por ficarem distantes da família, o risco de sair no meio do tratamento é muito grande.
Uma vez dependente químico, seja de qual droga for, ao por o álcool na boca irá consequentemente sentir falta da substância que lhe dava prazer. Então o grande erro é achar que depois de um tempo limpo pode consumir álcool e isso acaba acionando a memória tóxica e aí voltam as drogas.
Cuidados
O álcool não deve ser usado nem mesmo para temperar a comida. Vinagre só a base de frutas e as bebidas são apenas sucos e refrigerantes. Deve ser o tempo todo assim, porque a bebida é a droga que está ao alcance da mão, em todo o lugar.
Deve-se evitar lugares com bebidas e drogas. O melhor é ficar junto à família, pois eles sabem da dificuldade.
Fonte: Expresso MT
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