13
nov

Vidas transformadas pelo esporte garantem vitória no “Nocaute às Drogas”

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davidValente

Eles venceram mais uma vez! Giovanni Andrade, ex-morador das ruas de São Paulo e dono do cinturão de boxe e David Valente, há seis anos no MMA, longe das drogas garantiram a vitória no “Nocaute às Drogas”, evento de artes marciais que levou histórias de superação e incentivo ao esporte.

Os dois combates foram esperados ansiosamente no evento que reuniu diversas lutas amadoras e profissionais, que movimentou mais de cinco mil pessoas e agitou o Ginásio do Rexona em Curitiba, dia 10 de novembro, sob a organização dos grupos voluntários “Curitiba Te Quero Sem Drogas” e “Força Jovem”.

“A luta é contra o que vem destruindo a juventude”, disse Andrade recordista de nocautes na categoria supergalo, que venceu o argentino L.A Severo. Ele dividiu um pouco de sua história desde que saiu da Bahia, mendigou em São Paulo e hoje é reconhecido mundialmente através do esporte. Exemplo seguido pelo atleta David Valente que, literalmente, nocauteou as drogas e levantou o público com sua esperada vitória dentro do octógono. Ele se livrou do vício através do esporte, e hoje vive das artes marciais. “Cheguei a vencer combates drogado, então pensei que meu rendimento poderia ser melhor sem as drogas”, comemora.

Franky Wisley, também garantiu sua primeira vitória no MMA profissional com o apoio de sua mãe, que se realiza ao vibrar pelo filho herdeiro de sua paixão pelas artes marciais. Para ele, esse esporte pode ser o caminho para que os dependentes se desenvolvam socialmente. “Das pequenas coisas que conseguimos superar às mais difíceis.“ Ele destacou ainda que, através de autoridades, eventos como esse “alcançam jovens, ajudam no crescimento do esporte e da cidade”.

O  idealizador do evento e presidente da Frente Parlamentar Contra o Crack, Valdemir Soares, comemora o sucesso do “Nocaute às Drogas”, com foco no estímulo de práticas esportivas e alerta sobre as consequências negativas do consumo de drogas. “O crack tem ceifado milhões de vidas. Centenas de voluntários, que já foram ressocializados através de palestras do movimento ‘Curitiba Te Quero Sem Drogas’ e de eventos esportivos, começaram o processo de desintoxicação e hoje são jovens livres da droga e multiplicadores da mensagem de conscientização”, salienta o parlamentar.

Fonte: Paraná Shop

12
nov

Veterano de guerra tem transformação física radical no primeiro passo para a sua reabilitação contra o alcoolismo

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A transformação radical de um veterano de guerra norte-americano registrada em vídeo, rendeu mais de 12 milhões visualizações no YouTube. Jim Wolf viveu durante décadas na rua e foi vítima da miséria e do alcoolismo. O vídeo mostra, em dois minutos e meio, a sua primeira transformação radical no sentido da reabilitação.

No vídeo, Wolf explica que, em setembro passado, rendeu-se ao convite da ONG “Degage Ministries”, que se encarrega de reinserir os veteranos de guerra em situação de indigência, tanto nos EUA como em outros países do mundo. A primeira grande transformação de Wolf começa pelo seu aspeto físico, um fato que ficou registado em vídeo em forma de “timelapse”. Já com a barba e o cabelo cortados e arranjados e vestido com um terno, o ex-militar vê-se no espelho, sorri e abraça quem o ajudou a dar o primeiro passo no sentido da reabilitação.

De acordo com a ONG que o apoia, Wolf tomou controle da sua vida, aguarda que lhe seja cedida uma casa e frequenta as sessões dos Alcoólicos Anônimos.

Fonte: Jornal de Notícias

31
out

Brasil é o 3º país em consumo de álcool por adolescentes no mundo

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Pesquisa aponta que quase metade dos jovens entrevistados assumem ter experimentado bebida alcoólica pela primeira vez em casa.

Brasil é o 3º país em consumo de álcool por adolescentes no mundo

O alcoolismo na juventude tem preocupado entidades e órgãos de saúde brasileiros. Recente estudo publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou que o país ocupa o terceiro lugar no ranking mundial em consumo de álcool entre os adolescentes. Quase metade dos jovens entrevistados relata ter experimentado o álcool pela primeira vez em casa.

Especialistas alertam que quanto mais cedo se iniciar o consumo de bebidas alcoólicas, maior a possibilidade dos jovens se tornarem dependente. Outra recente pesquisa aponta que 70% dos brasileiros consumiram bebidas nos últimos 30 dias.

Para o jovem Eduardo Cavalcante, 19 anos, o incentivo por parte dos pais e tios para o consumo de álcool sempre foi muito presente. Porém, ele diz evitar a bebida. “Nunca consegui beber um gole de cerveja ou qualquer outra bebida. Meu pai é o maior incentivador, já me ofereceu, mas nunca quis o acompanhar bebendo nas mesas das festas de família”, relata o adolescente.

Eduardo Cavalcante faz parte de uma minoria apontada pela pesquisa, que revelou que o primeiro gole costuma ser precoce ainda na adolescência e em casa, como afirma a OMS.

Especialistas responsáveis pelo estudo afirmam que é importante que os pais se imponham, ao informar sobre os possíveis efeitos da bebida alcóolica, mas que não devem se impor de forma agressiva, mas orientar os filhos e criar um canal aberto para conversa.

Para o psiquiatra Ralph Trajano, que atua no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD), no bairro Macaúba, zona Sul de Teresina, a problemática do consumo excessivo e de dependência do álcool em adolescentes, parte inicialmente do descumprimento da lei que restringe a venda do produto a maiores de 18 anos.

O especialista aponta outro agravante: “No Brasil, temos os carnavais que são regados e patrocinados pelo álcool, fica quase que impossível que as pessoas não criem e aprendam hábito de beber. A sociedade precisa deixar de ser hipócrita e parar de querer segregar e tratar as pessoas como doentes, se ela mesma é a causadora disso”, explica o especialista que também é presidente da Associação Piauiense de Psiquiatria.

30
out

Grávidas e usuárias de crack

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Ministério da Justiça revela que 30% das mulheres já engravidaram enquanto estavam reféns do vício.

Consumo de crack é grande também entre as mulheres

A história de Jéssica, 25 anos, que, apesar de já ser mãe pela terceira vez, está curtindo a maternidade somente agora, depois de conseguir se libertar  do vício em drogas é um exemplo do problema das grávidas dependentes.

“Já tive outros dois filhos, mas estava sob o uso de drogas e não senti o que era ter um neném. Não fiz pré-natal e não me cuidei. Estou recebendo cuidados médicos há quatro meses. Nas outras duas vezes em que fiquei grávida, não deixei de usar álcool, cocaína e crack. A sorte foi que as crianças se desenvolveram bem. Decidi me internar para ser mãe de verdade. Hoje, vejo tudo que perdi, até mesmo os enjoos, o sono e a grande fome que sinto me fazem mais feliz, pois são sinais de que meu bebê está bem”.

grávida e usuária /Segundo estatística do Ministério da Justiça, no Brasil quase 30% das usuárias de crack já engravidaram durante o tempo de uso da droga. Entre as mulheres  entrevistadas, cerca de 10% relataram estar grávidas e outras 10% disseram que não sabiam se estavam. Entre elas, 22,8% disseram já ter engravidado duas ou três vezes desde que iniciaram o uso da droga.

O  diretor do Centro Terapêutico Araçoiaba, Valter Lattanzio,  diz que é comum realizar internações de usuárias grávidas. “Apenas neste ano, já tivemos mais de 30 pacientes grávidas. Aqui, elas recebem todo o acompanhamento médico, fazem o pré-natal e, muitas vezes, dão à luz e voltam para a clínica com o bebê”.

A maioria das mulheres usuárias e que engravida não sabe quem é o pai, vem de uma família desestruturada e quando não ficam com os filhos, eles são criados pela avó materna ou entregue em abrigos. “Elas não têm apego à criança. Por isso também trabalhamos o lado sentimental das mães.”

Tratamento de graça
O Plano Crack é Possível Vencer visa aumentar a oferta de serviços de tratamento e atenção aos dependentes químicos e seus familiares. Em Sorocaba, as áreas atendidas pelo programa são: Aparecidinha, Vila Barão, Nova Esperança, Lopes de Oliveira, Ana Paula Eleutério, Parque São Bento, Parque das Laranjeiras e Vila Sabiá.

Minicracolândias viram abrigo para  dependentes

Uma comissão que trata as problemáticas do crack em Sorocaba identificou dez minicracolândias na cidade. De acordo com o presidente da comissão, o vereador Rodrigo Manga, nesses locais foram encontradas três mulheres grávidas. “Nestes casos têm de haver internação involuntária, pois elas estão fora de controle”, afirma.

Para que isso ocorra, Sorocaba precisa da implantação do  Cratod que toma  medidas emergenciais. Ainda segundo o parlamentar, a rede de tratamento aos usuários de drogas é falha. “Contamos com apenas um Caps [Centro de Atenção Psicossocial] 24 horas. Para uma população com quase 700 mil habitantes, o ideal era ter mais duas unidades”, destaca.

Por causa da  demanda, há demora no atendimento. “O usuário começa o tratamento 120 dias depois que procurou ajuda. Até lá, a pessoa já voltou para o mundo das drogas e as clínicas femininas estão superlotadas”, conclui.

Fonte: Agência Bom Dia

29
out

46% das crianças experimentam bebida alcoólica dentro de casa

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Empresa de bebidas lança cartilha para ajudar os pais a conversar sobre isso com os filhos.

46% das crianças experimentam bebida alcoólica dentro de casa

Como abordar o tema de alcoolismo em casa? É sobre isso que aborda o projeto educacional Papo em Família, parceria da Ambev com a Turma da Mônica, da Mauricio de Sousa Produções. O objetivo é conscientizar pais para que tenham conversas sobre bebidas alcoólicas com os filhos, explicando que crianças não podem consumir. Segundo Ricardo Rolim, pai de Lucca e Gabriel, diretor da Ambev, “a questão é como abordar o tema em casa. Quando a criança é mais nova, o pai deve ser autoritário. Quando estiver mais velha, deve haver o diálogo”, explica. O objetivo da cartilha elaborada pela Ambev com as caricaturas de Mauricio de Sousa é tornar o conteúdo mais leve para ser abordado de acordo com a idade da criança.

Segundo a Ambev, 67% dos menores de 18 anos já compraram bebidas alcoólicas. Estudo realizado pelo instituto americano International Center for Alcohol Policies (ICAP) aponta que 46% dos jovens consumiram álcool pela primeira vez no âmbito familiar, dentro de casa. Muitos pais não têm consciência de que é prejudicial e não sabem como tocar nesse assunto com os filhos ou pensam que deixar experimentar não faz mal.

“A minha família sempre teve hábitos saudáveis e passou uma imagem positiva para mim. Meu pai conversou abertamente comigo e explicou o que poderia acontecer caso eu ingerisse álcool”, conta Mônica, filha de Mauricio de Sousa, que inspirou os quadrinhos da Turma da Mônica. No Brasil, 98% dos pais acham importante ter essa conversa com os filhos, mas quase um terço deles contam que não têm essa conversa porque não sabem como começar a falar.

O recomendável é que os pais orientem desde cedo que álcool é bebida de adulto. Não deixe copos ao alcance dos filhos e explique o motivo de ser proibido. O cientista social e professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, Edemilson Antunes de Campos, filho de Sylvio e Anesia, foi um dos responsáveis por tornar a linguagem da cartilha mais simplificada. “O assunto deve ser acessível aos jovens”.

 Evite

A médica especialista em prevenção e saúde coletiva Bettina Grajcer, mãe de Théo, Ian e Nina, conta que a cada dólar gasto em prevenção, você economiza 10 dólares em tratamento. As crianças costumam experimentar aos 13 anos e aos 15 já fazem uso regular da bebida alcoólica. Para evitar, os pais devem ter um papel ativo na vida dos filhos, com acompanhamento e vínculo afetivo para que não seja estimulado o consumo. “Você não deve impor a sua vontade, mas deve estabelecer limites”, explica a médica. O corpo da criança e o aspecto emocional estão em desenvolvimento, ela não está preparada para receber o álcool e isso deve ser retardado ao máximo. É um desafio que deve começar dentro de casa.

 Material educativo:

A meta da Ambev é atingir cerca de 100 mil pessoas até o ano que vem. O material educativo e a cartilha estão disponíveis no site www.ambev.com.br/papoemfamilia.

Fonte: www.acidadevotuporanga.com.br

21
out

Conheça os riscos de ingerir álcool durante a gravidez

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Bebida pode prejudicar desenvolvimento do bebê

A ingestão de álcool durante a gravidez pode causar diversos problemas de saúde para o bebê. Em apenas dez minutos, a bebida pode aturar sobre a criança, já que possui livre passagem pela placenta. Além disso, durante a gravidez, o fígado do bebê ainda está em formação e metaboliza duas vezes mais lentamente o álcool ingerido pela mãe, comprometendo seu desenvolvimento saudável. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano, 12 mil bebês no mundo nascem com a Síndrome do Alcoolismo Fetal (SAF).

A ginecologista Paula Bortolai explica que a SAF traz consequências irreversíveis.

— O problema pode comprometer o crescimento intrauterino, ocasionar distúrbios do comportamento, má formação na face e membros inferiores, má formação cardíaca e, ainda, aumento da taxa de mortalidade — afirma

A médica também alerta que, em alguns casos, os sintomas como defeitos físicos não são aparentes no nascimento, mas o bebê pode apresentar sequelas como alteração de peso ou ter implicações durante a infância.

O álcool também deve ser evitado pela mulher durante o tempo de amamentação.

— Nas crianças, a substância afeta o sistema imunológico, a fome e o sono, interfere na capacidade de sucção e ainda diminui o aporte de vitamina A, uma das responsáveis por defender o organismo contra infecções. O mais indicado é que a mãe corte de vez qualquer dosagem alcoólica nessa fase — orienta a especialista.

O consumo excessivo de álcool deve ser evitado pelo casal que deseja engravidar. A bebida pode comprometer a fertilidade feminina e, nos homens, afetar a qualidade do esperma e reduzir os níveis de testosterona.

— O álcool, por si só, já é um grande inimigo da saúde. Nas mulheres, por exemplo, pode causar falha da menstruação e da ovulação, diminuição da libido e a infertilidade — afirma a especialista.

Fonte: Zero Hora

21
out

Recaída ao uso de drogas é alvo de pesquisa de neurocientistas

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Recaída ao uso de drogas é alvo de pesquisa de neurocientistas

Em busca de tratamentos mais eficazes contra a dependência, cientistas do National Institute on Drug Abuse (Nida/NIH), dos Estados Unidos, têm se dedicado a criar métodos para identificar e estudar pequenos grupos de neurônios relacionados com a sensação de fissura por drogas.

O grupo coordenado por Bruce Hope conta com o brasileiro Fábio Cardoso Cruz, ex-bolsista de mestrado e de pós-doutorado da FAPESP que acaba de publicar um artigo sobre o tema na revista Nature Reviews Neuroscience.

“Nossa linha de pesquisa se baseia no pressuposto de que a dependência é um comportamento de aprendizado associativo. Quando um indivíduo começa a usar uma determinada substância, seu encéfalo associa o efeito da droga com o local em que ela está sendo consumida, as pessoas em volta e a parafernália envolvida, como seringas, por exemplo. Com o uso repetido, essa associação fica cada vez mais forte, até que a simples exposição ao ambiente, às pessoas ou aos objetos já desperta no dependente a fissura pela droga”, afirmou Cruz.

Evidências da literatura científica sugerem que essa memória associativa relacionada ao uso da droga com os elementos ambientais seria armazenada em pequenos grupos de neurônios localizados em diferentes regiões do encéfalo e interligados entre si – conhecidos em inglês como neuronal ensembles.

“Quando o dependente depara com algo que o faz lembrar da droga, esses pequenos grupos neuronais são ativados simultaneamente e, dessa forma, a memória do efeito da droga no organismo vem à tona, fazendo com que o indivíduo sinta um desejo compulsivo pela droga que é capaz de controlar o comportamento e fazer com que o dependente em abstinência tenha uma recaída mesmo estando ciente de possíveis consequências negativas, como perda do emprego, da família ou problemas de saúde”, disse Cruz.

Por meio de experimentos feitos com animais, os pesquisadores do Nida mostraram que apenas 4% dos neurônios do sistema mesocorticolímbico são ativados nesses casos de recaída induzida pelo ambiente. “São vários pequenos grupos localizados em regiões do cérebro relacionadas com as sensações de prazer, como córtex pré-frontal, núcleo accumbens, hipocampo, amígdala e tálamo”, contou.

Segundo Cruz, a maioria dos trabalhos que buscam entender a neurobiologia da dependência e descobrir possíveis alterações moleculares relacionadas com comportamentos que levam à recaída avalia todo o conjunto de neurônios presente em amostras de tecidos cerebrais em vez de focar apenas nesses pequenos grupos.

“Acreditamos que uma alteração realmente significativa pode ser mascarada por mudanças nesses outros 96% dos neurônios não relacionados com a recaída. Por isso buscamos metodologias para estudar especificamente esses 4%”, explicou.

Uma das estratégias descritas no artigo publicado na Nature Reviews Neuroscience faz uso de uma linhagem de ratos transgênicos conhecida como lacZ. Os animais são modificados para expressar a enzima ?-galactosidase apenas nos neurônios ativos.

“Nós colocamos o animal em uma caixa e o ensinamos a bater em uma barra para receber cocaína. Depois de um tempo, movemos o animal para uma caixa diferente, na qual ele não recebe a droga quando bate na barra. Chega uma hora em que o animal para de bater na barra. É como se estivesse em abstinência. Mas quando o colocamos de volta na primeira caixa, ou seja, no ambiente que ele foi treinado a receber a droga, ele imediatamente volta a bater na barra à procura da droga”, contou Cruz.

Nesse momento, os pequenos grupos neuronais são ativados no rato pelos elementos do ambiente. Os pesquisadores administram então uma substância chamada Daun02, que interage com a enzima ?-galactosidase e se transforma em um fármaco ativo chamado daunorubicina, que provoca a morte desses neurônios ativos.

“Esperamos cerca de dois dias para o fármaco concluir seu efeito e, quando colocamos novamente o animal no ambiente associado à administração da droga, ele não apresenta mais o mesmo comportamento de busca da substância. É como se a fissura tivesse sido apagada após a morte desse pequeno grupo de neurônios relacionado com esse comportamento de recaída”, contou Cruz.

Outra técnica descrita no artigo também faz uso de animais transgênicos capazes de expressar uma proteína fluorescente apenas nas células ativadas. “Com auxílio da citometria de fluxo, conseguimos isolar apenas essas células que ficam fluorescentes e então procuramos por possíveis alterações moleculares. Podem ser alterações estruturais, como aumento no número de espinhos dendríticos, o que aumenta a interação sináptica e deixa o neurônio mais sensível. Podem ser proteínas intracelulares que também aumentam a atividade desses neurônios”, explicou.

Uma vez identificadas essas alterações, acrescentou Cruz, elas vão se tornar alvos para o desenvolvimento de fármacos capazes de tratar de forma mais eficiente a dependência. “Não existe hoje um medicamento realmente eficaz, tanto que cerca de 70% dos usuários de cocaína sofrem recaída após um período de abstinência. No caso do álcool, o número é maior que 80%”, afirmou.

Fonte:  Agência Fapesp

21
out

A vontade de Deus hoje

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“Esta decisão exige uma continuada aceitação, uma fé crescente, e um compromisso diário com a recuperação.”

Por vezes vivemos realmente o Terceiro Passo – e é fantástico! Não nos arrependemos do passado, não receamos o futuro, e estamos de uma maneira geral satisfeitos com o presente. No entanto, perdemos por vezes de vista a vontade de Deus na nossa vida. Muitos de nós sonham em apagar os erros do passado, mas o passado não pode ser apagado. Muitos de nós estão gratos por isso, pois foram as nossas experiências passadas que nos trouxeram até à recuperação que gozamos hoje. Ao praticarmos o programa, podemos aprender a aceitar o passado e reconciliarmo-nos com ele fazendo reparações dos nossos erros. Esses mesmos Doze Passos podem ajudar-nos a eliminar as nossas preocupações em relação ao futuro. Quando praticamos os princípios de NA numa base diária, em todas as nossas atividades, podemos deixar o resultado com o nosso Poder Superior. Parece até que os membros com mais fé são aqueles que melhor conseguem viver o momento presente. Alegria, reconhecimento e gratidão pela nossa qualidade de vida – estes são resultado de fé na própria vida. Quando praticamos os princípios do nosso programa, o único dia de que precisamos é o dia de hoje.

16
out

Superação: conheça a história da presidiária, condenada a 13 anos por tráfico, que virou cantora

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Ela quer usar o dom da voz para reconstruir a vida e conquistar um futuro melhor

Exemplo de vida: a presidiária que virou cantora

Condenada a 13 anos por ter se envolvido duas vezes com o tráfico de drogas, agora a jovem Danila Dands, de 26 anos, tenta reconstruir a vida de uma forma diferente: ela quer usar o dom da voz para cantar e conquistar um futuro melhor.

Danila contou que nasceu no presídio da Papuda e foi obrigada pelo destino a se envolver com a vida criminosa. Agora, ela só pensa em aproveitar a liberdade e nunca mais voltar para a cadeia.

— Quando nasci, meus pais estavam presos. Minha família toda em Brasília, naquela época, tinha envolvimento com o tráfico de drogas. Eles conheciam e se envolviam com pessoas perigosas, que cometiam crimes, e eu fui nesse embalo.

Durante quase seis anos, tempo em que a jovem cantora ficou presa, diversos momentos de medo e dúvidas surgiram na cela onde passou pelos momentos mais difíceis da vida.

— Eu tinha medo de alguma coisa ruim acontecer comigo. De brigar com alguém, ter que ir para o isolamento. Aquele medo me consumia, eu pensava que nunca mais ia acabar essa fase ruim.

Porém, o medo dela acabou na manhã deste sábado (9). Depois de cumprir seis anos de prisão em regime fechado no presídio feminino de Brasília, conhecido como Colméia, ela recebeu a notícia de que foi beneficiada pelo “pacote completo”.

— Tenho direito ao saidão, saídas temporárias, posso ir para rua, dormir em casa. Agora tenho a chance de recomeçar, porque minha pena é aparecer de dois em dois meses para assinar um documento.

Tudo isso começou quando Danila participou do Concurso Miss Penitenciária. Ela não quis usar os olhos verdes, nem o sorriso para encantar os jurados na passarela. Preferiu soltar a voz e mostrar o que sabe fazer de melhor: cantar.

— Eu vi o concurso e falei que queria participar. Queria cantar, subir no palco como cantora. Eu fiz uma música para todas as Misses Penitenciárias.

Quem a descobriu foi o produtor musical Christian Oliveira. Ao perceber o talento e o dom que Danila tem com a voz, como cantora, ele decidiu incluí-la em um projeto social da Secretaria de Direitos Humanos do Distrito Federal.

— Quando ela subiu no palco e cantou, eu pensei: é essa a garota. Vamos gravar! É um talento enorme e só faltava a oportunidade.

Danila teve quatro filhos, sendo que um deles foi dentro da cadeia. Para superar a dor, sempre que possível ela assistia televisão e cantava. Agora, com a possibilidade de ser livre novamente, ela diz que o desafio é outro: reaprender a andar por Brasília.

— Eu não sei mais andar aqui. Fiquei sabendo que os ônibus mudaram e muita coisa mudou. Na minha época era bem diferente.

Para a estudante Lorrane Alves essa é uma história de superação e um exemplo que deve ser seguido por todos, pois mostra uma vida que ninguém quer ter.

— A gente pode sim ter um caminho maravilhoso. Drogas? Tô fora!

E os próximos desejos e desafios? Danila ainda não parou para pensar, mas deixa a música falar.

— É uma sensação indescritível, porque estou acostumada a viver de mãos para trás, com cabeça baixa. Nem acredito que hoje estou aqui podendo contar minha história e viver minha liberdade.

Fonte: r7.com

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