16
mar

Qual são as drogas mais viciantes do mundo?

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Drogas

A pergunta parece simples, mas a reposta para ela depende do ponto de vista. A mais viciante é a que tem mais potencial de danos à saúde do usuário, a que tem preços mais baixos (e, consequentemente, mais facilidade de ser comprada), a que mais age no sistema de dopamina do cérebro, a que mais deixa o usuário fora de si ou a que causa mais sintomas?

O uso de drogas pode causar inúmeras consequências negativas à saúde. E não é só o corpo que sofre quando se está viciado em substâncias alucinógenas: toda parte psicológica do indivíduo fica sensibilizada e a capacidade de julgamento, comprometida; especialmente durante os períodos de abstinência.

Essas crises, que levam o corpo a gritar pela droga em que foi viciado, são ainda mais agudas e nocivas quando as pessoas resolvem diminuir ou se livrar de vez do uso. De acordo com especialistas, o problema é tão sério que as tentativas de largar as substâncias podem causar dores, depressão e até alucinações.

5º lugar: Maconha

Embora um pouco mais leve que as crises de abstinência de outras drogas, a maconha pode causar períodos intensos de ansiedade, perda da capacidade de concentração, insônia e mau humor. Não há um consenso entre os profissionais da saúde, mas a maioria acredita que a maconha causa dependência depois de dois meses de uso constante.

4º lugar: Álcool

Depois do consumo abusivo e constante dessas substâncias por alguns anos, a dependência é certa. E não é por ser uma droga lícita que os efeitos de suas crises de abstinência são menos brutais. Quem entende do assunto garante que os dependentes apresentam tremores, aumento da pressão, agitação excessiva e perda da clareza para avaliar as coisas. Há ainda casos mais graves que podem resultar em alucinações e delírios.

3º lugar: Crack

Derivado da pasta de coca, o crack pode ser considerado uma versão mais barata da cocaína. Inclusive, os sintomas das crises de abstinência das duas substâncias costumam ser bastante parecidos. Apesar disso, o que difere as duas drogas é que as pedras de crack viciam ainda mais rápido, em apenas duas ou três fumadas.

2º lugar: Cocaína

A cocaína interfere diretamente no modo como o cérebro usa a dopamina para enviar mensagens entre um neurônio e outro. Basicamente, a cocaína evita que os neurônios “desliguem” o sinal receptivo de dopamina, resultando numa ativação anormal dos caminhos de recompensa. Em experimentos com animais, a cocaína eleva em três vezes os níveis de cocaína. Estima-se que entre 14 e 20 milhões de pessoas sejam dependentes de cocaína, droga que movimenta cerca de 75 bilhões de dólares anualmente. O entorpecente é tão perigoso que cerca de 21% das pessoas que o experimentam uma única vez tornam-se dependentes.

1º lugar: Heroína

A substância, que vicia em apenas cinco doses, é a campeã no quesito das crises de abstinência. Derivada do ópio, a substância ataca diretamente o sistema nervoso central e tende a causar mal-estar e a inquietação. Além disso, a pessoa que para de usar heroína apresenta aumento de pressão, dores musculares, insônia e vômitos.

Fonte: Super Curioso

09
mar

Microcefalia pode ter ligação com o uso de álcool durante a gravidez

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Microcefalia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) prepara um documento científico para ajudar os médicos a determinar se um recém-nascido tem microcefalia e, nesse caso, poder vincular ou descartar a presença do vírus do zika.

O relatório reunirá as diferentes causas que podem provocar a microcefalia e incluirá estatísticas da circunferência do crânio.

“É muito importante que os profissionais de saúde possam saber como medir a cabeça de uma criança e declarar no final que é um caso de microcefalia ou que se trata simplesmente de um bebê prematuro”, disse hoje em entrevista coletiva Fadéla Chaib, porta-voz da OMS.

“A ideia é que o médico possa fazer uma análise completa, incluindo a gravidez, para poder determinar se a microcefalia detectada está ligada ao zika ou a outros fatores”, acrescentou.

Chaib lembrou que a microcefalia pode ser causada por algo tão anódino como o consumo de álcool durante a gravidez, a exposição a químicos pela gestante e até a desnutrição.

“É muito importante ter diretrizes sobre as diferentes causas da microcefalia”, enfatizou a porta-voz.

Chaib lembrou que é essencial fazer um bom diagnóstico porque uma criança prematura pode ter um desenvolvimento totalmente normal no futuro, enquanto a que tem microcefalia tem muito mais possibilidades de transtornos neurológicos significativos.

A porta-voz indicou que o documento – ainda em preparação e sem data de publicação – terá uma série de diretrizes de como fazer uma análise profunda para chegar a um diagnóstico claro.

Além disso, incluirá variáveis no tamanho da cabeça, como ser menino ou menina, a origem e a constituição dos pais.

“Há uma necessidade de ter uma estandaritização, em diferentes países, em diferentes culturas, que leve em conta a diferença entre crianças de diferentes regiões”, especificou.

No total, a OMS está preparando quatro documentos para ajudar os sistemas de saúde dos países mais afetados pelos surtos de zika.

Um segundo documento versará sobre como lidar com a gravidez caso haja infecção pelo zika, e um terceiro texto se centrará no apoio psicossocial às famílias com um bebê com microcefalia e outros transtornos neurológicos.

Além disso, a OMS está preparando um quarto documento, que incluirá tudo o que se sabe sobre a síndrome de Guillain-Barre e sua relação com o zika.

“Sabemos muito pouco sobre esta síndrome e na OMS temos um especialista que está elaborando um relatório que falará sobre a relação entre a síndrome e o vírus”.

Até o momento a OMS reportou uma associação entre a existência do zika e o aumento da incidência da síndrome de Guillain-Barre em Polinésia Francesa, Brasil, El Salvador, Martinica, Colômbia, Suriname, Venezuela e Honduras.

Já com a microcefalia, a relação foi detectada no Brasil e na Polinésia francesa. E vírus foi encontrado em 48 países do mundo.

Fonte: Da EFE
REUTERS / Ueslei Marcelino

03
mar

Internação voluntária x involuntária x compulsória. Você sabe a diferença?

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Internação voluntária x involuntária x compulsória. Você sabe a diferença?

Com o crescimento devastador do número de usuários de drogas, principalmente usuários de crack, cresce também os problemas sociais. Muitos desses usuários reconhecem que chegaram a um estágio que sozinho não conseguirão sair e nem vencer sozinhos. Com esse reconhecimento, eles próprios procuram ajuda e acabam permitindo ser internados. O grande problema hoje encontrado pelo governo, sociedade e famílias, é lidar com aqueles usuários que não aceitam ajuda e que seu estágio de consumo já está gerando causando um grande perigo ao usuário e às pessoas a seu redor, deixando todos sem saber como agir.

Drogas como o crack, agem de maneira tão agressiva no corpo do usuário que não permitem que ele entenda a gravidade de sua situação e o quanto o seu comportamento pode ser nocivo para ele e para os outros. Foi com base nessa ideia que o deputado federal Eduardo Da Fonte (PP-PE) apresentou, em março de 2012, uma proposta de política pública que prevê a internação compulsória temporária de dependentes químicos, com indicação médica, após o paciente passar por avaliação com profissionais da saúde. A internação contra a vontade do paciente está prevista no Código Civil desde 2001, pela Lei da Reforma Psiquiátrica 10.216, mas a novidade agora é que o procedimento seja adotado não caso a caso, mas como uma política de saúde pública.

Umas das grandes dúvidas existentes, são referentes aos tipos de internações, principalmente a diferença entre involuntária e compulsória.

Internação voluntária

A internação voluntária se faz quando o paciente está consciente das perdas promovidas pelo uso de álcool e/ou drogas, procurando ajuda para desintoxicação e sua recuperação. Se dá com o consentimento do dependente. Os pacientes optam por um regime de internação para mais facilmente proceder a desintoxicação e encontrar um ambiente propício, com recursos para a recuperação de um modo de vida saudável.

Internação involuntária

Esta modalidade de tratamento está indicada para pessoas que precisam do tratamento, mas não estão de acordo com a internação.

Clínica Terapêutica Quintino oferece diversas possibilidades de tratamento, inclusive o tratamento involuntário, previsto em lei. A Internação Involuntária é amparada pelo Decreto 891/38 e, pela Lei 10.216, de 6 de abril de 2001, regulamentada pela portaria federal nº 2.391/2002 e de acordo com RDC N-101 da ANVISA. A internação sem o consentimento do usuário e a pedido de um terceiro, ele sendo responsável pelo paciente, é uma das soluções para quando o dependente químico está colocando sua própria vida ou a vida de outras pessoas em risco e dificuldades e, mesmo assim, é incapaz de tomar e manter uma atitude coerente para sua recuperação.

Deve ser aplicada nos casos em que o dependente perdeu a liberdade de escolha. Este é o ponto central de qualquer transtorno psíquico, a incapacidade do indivíduo não conseguir escolher algo do que faz atualmente. O dependente não consegue mais escolher entre o consumo e a abstinência. A vontade de usar é sempre maior e se sobrepõe a coisas que antes eram importantes como: estudo, emprego, convívio com familiares e parentes, respeito às normas etc. Desse modo, não é tão simples assim ouvir da pessoa “vou me tratar” e nada mais acontece. É chegada a hora de refletir e buscar auxílio profissional, para reverter esta situação, antes que seja tarde demais.

Duração prevista para o tratamento de 180 dias em regime de internação continuada em nossas unidades de tratamento, sujeito à alta terapêutica estabelecida pela equipe, mais um programa de reinserção social.

Temos um custo que permite a maioria das famílias se beneficiarem dos resultados que nossos tratamentos têm proporcionado à muitas vidas.

Internação compulsória

Análoga à internação involuntária, esta modalidade conta com a utilização de meios ou formas legais como parte de uma lei de saúde mental para internação do indivíduo contra a sua vontade ou sob os seus protestos. Neste caso não é necessária a autorização familiar. Preconizada pela legislação vigente aqui no Brasil, no artigo 9º da Lei Federal 10.216/01 é estabelecida a possibilidade da internação compulsória, sendo esta sempre determinada pelo juiz competente, depois de pedido formal feito por um médico, atestando que a pessoa não tem domínio sobre a sua condição psicológica e física.

O tempo de duração para o tratamento está previsto na decisão do juiz e ocorrerá em regime de internação continuada em nossas unidades de tratamento.

Consulte-nos para tratamento de seu familiar ou amigo!

13
jan

Pesquisa conclui que fumar maconha deforma o cérebro e encolhe a massa cinzenta

Publicado em Artigos Notícias

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Fumar maconha, seja ocasionalmente ou com grande frequência, pode danificar estruturas centrais do cérebro, de acordo com um estudo divulgado pelo site Daily Mail. Segundo a pesquisa, usar a droga, mesmo uma ou duas vezes por semana, pode afetar o tamanho e o formato de duas regiões cerebrais importantes, ligadas à emoção e à motivação.

O uso regular da droga pode encolher a massa cinzenta do cérebro, um importante componente do sistema nervoso central, conforme mostraram vários exames realizados em usuários que fumavam maconha frequentemente. Mas, em compensação, a “massa branca” do cérebro, que conecta diferentes partes do órgão, acaba crescendo para compensar a perda das células vitais. O problema gera dificuldades em reagir às informações.

O estudo, que realizou varreduras no cérebro, é o primeiro a investigar o impacto neurológico da droga em usuários de longo prazo. Os resultados adicionaram um peso crescente nas evidências que sugerem que a maconha é mais prejudicial do que se pensa.

Os cientistas, encabeçados por Wayne Hall, principal autor do estudo e conselheiro de drogas da Organização Mundial de Saúde, fizeram uma revisão em dados produzidos por pesquisas nos últimos 20 anos sobre a cannabis sativa. Os resultados mostraram que um a cada seis adolescentes que usam maconha se tornam dependentes da droga. Quando comparado em adultos, a relação é de um para cada dez adultos.

Essa revisão ainda sugeriu que o uso da droga em adolescentes dobra o risco de desenvolver doenças psicóticas, incluindo esquizofrenia.

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As varreduras cerebrais mostraram que os usuários que fumam uma média de 3 vezes ao dia, tinham volumes menores da massa cinzenta no córtex orbitofrontal – parte do cérebro envolvida no processamento mental e na tomada de decisões.

“Esta pesquisa é única porque combina três técnicas de imagens de ressonância para avaliar diferentes características do cérebro”, disse a Dra. Sina Aslan, da Universidade do Texas.

Ao total, 48 adultos foram estudados com idades entre 20-36 anos, comparados com outro grupo de 62 adultos não usuários.

A pesquisa trata do consumo da cannabis sativa via tabagismo. Os efeitos das substâncias isoladas da maconha como o canabidiol e tetrahidrocanabinol não foram avaliados.

06
jan

O que leva uma pessoa a usar drogas?

Publicado em Artigos Reflexão

drugs

Os principais motivos que levam uma pessoa a começar a usar drogas, são curiosidade, influência das amizades (o motivo mais mais comum), vontade própria, desejo de fuga (principalmente de problemas familiares), coragem (para tomar uma atitude que sem o uso das drogas não tomariam), dificuldade em enfrentar ou aguentar situações difíceis, hábitos, rituais, busca por novidades e sensações de prazer, ficar calmo ou servir como estimulante, a facilidades de acesso e obtenção, dentre vários outros motivos.

O início do contato com as drogas ocorre principalmente na adolescência. É nessa fase da vida que eles afirmam sua personalidade, com novas descobertas, mudança no corpo, explosões de emoção e temperamento, o que contribui para o surgimento de novos e difíceis problemas. Da própria influência da sociedade chegam várias cobranças e apelos de consumo, de como se mover, vestir e até mesmo como não ser “careta”.

A droga pode oferecer momentos de felicidade, mas cada um destes momentos, corresponde a um século de desespero que jamais poderá ser apagado.

A recuperação

A recuperação é uma tarefa difícil, mas com força de vontade e a ajuda de bons profissionais é possível.

O tratamento médico é apenas uma parte da recuperação. A participação e união da família, são um grande fator de combate às drogas, assim como a degradação da família é uma das causas do aumento do número de usuários.

No tratamento, é muito importante desenvolver forças interiores, ser otimista, o que ajudará muito na recuperação. Aliado ao trabalho e acompanhamento de uma equipe multiprofissional, as chances de recuperação se tornarão bem maiores.

30
dez

Dependência química e as recaídas

Recaídas

Infelizmente, recaídas após períodos longos de internação ou mesmo depois de várias internações não são incomuns principalmente entre graves dependentes de substâncias psicoativas.

A síndrome de dependência de substâncias, como cocaína ou crack, é uma doença crônica e necessita de tratamento e monitoramento contínuos. Mesmo depois de internações, até aquelas por longos períodos, o indivíduo dependente não deve deixar de tratar-se ou mesmo de procurar atendimento especializado, bem como seus familiares.

Grande parte das recaídas começa com o álcool, com o suposto beber socialmente.

Sintomas de recaída

Pelo desespero e descontrole em que se encontra na vida, acha-se que beber irá ajudar a sentir-se melhor, a acalmar um pouco, dormir melhor etc. Começa-se a sentir que beber pode ser a única alternativa e que, do contrário, se continuar em abstinência absoluta, pode acabar ficando louco, cometer suicídio ou agredindo seriamente alguém muito próximo. Realmente, nesta perspectiva, beber parece uma alternativa saudável e racional.

Assim começa-se a achar que se pode beber normalmente, que pode se controlar. Alguns conseguem falar sobre estes pensamentos, tanto dentro como fora do tratamento, o que ajuda muito a prevenir a iminente recaída. Mas geralmente os pensamentos são tão fortes e secretos que não podem ser detidos, e o desfecho acaba sendo inevitável.

O que muitas vezes colabora com este quadro é que, se de fato beber, é possível que consiga controlar-se nas primeiras experiências, com a sensação de que não tem perigo algum, e assim se descuidar. Então logo o uso se torna novamente compulsivo, até chegar novamente às drogas.

Busque ajuda

Muitas vezes, devido ao consumo do álcool e/ou drogas, o usuário coloca em risco aspectos importantes de sua vida, tais como família, emprego e saúde. Além disso pode não perceber os problemas decorrentes deste uso ou mesmo negá-los. Nesses momentos, não é raro os membros da família apresentarem sentimentos de raiva ou impotência frente ao usuário ou à situação.

Essas ocasiões deveriam se transformar em buscas de ajuda, conversas com profissionais ou pessoas de referência na sua comunidade e adesão a grupos de ajuda e cursos.

16
dez

Descobri que meu filho está usando drogas. O que devo fazer?

O que fazer depois de ter certeza que seu filho realmente está envolvido com drogas.

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Depois de mostrarmos no artigo anterior alguns sinais de que o seu filho pode estar usando algum tipo de droga, após esse alerta e todas os indícios se confirmarem, a melhor saída é partir para o diálogo. O primeiro passo que os pais devem fazer é tentar conversar e não acusar, porque isso fará com que o filho se afaste, e essa não deve ser a intenção dos pais.

O papel dos pais nesse momento deve ser o de instruir, o diálogo adulto e achar o tom certo para falar com o adolescente é essencial para faze-lo refletir se sentir-se pressionado ou cobrado pelos pais. É preciso que ele deseje mudar de verdade, que ele queira realmente ser ajudado. Nesse caso tanto o pai e a mãe precisam buscar informações sobre o tema, buscar ajuda profissional, entender as consequências e falar sobre elas com os filhos.

É importante também tentar entender o motivo de o filho ter recorrido às drogas, tentar descobrir se existe algum conflito ou algo mal resolvido, e mostrar que aquela saída não será a melhor, é preciso resgatar o seu filho e não afasta-lo.

O papel dos pais é de extrema importância para ajudar o adolescente a querer largar a dependência química, porém é preciso saber como conversar com o jovem sem que ele se sinta acuado e pressionado. Caso não saiba como conversar com o seu filho, o melhor a fazer é procurar ajuda profissional para encontrar a melhor maneira de ajudar o seu filho a sair das drogas.

Precisando de ajuda profissional, conte conosco. www.clinicaquintino.com.br – 0800 942 0101 (Plantão 24 horas).

09
dez

7 sinais que podem indicar que seu filho está usando drogas

Publicado em Artigos Reflexão

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Uma dos maiores medos e dúvidas dos pais é que os seus filhos comecem a usar drogas e se tornem dependentes químicos. Às vezes os primeiros sinais estão tão próximos porém, quando não se entende do assunto, muitos pais não percebem o início em que o adolescente começa a se envolver com as substâncias químicas por simples curiosidade que costumam ter na fase de adolescência.

É muito importante que os pais estejam atentos aos comportamentos dos seus filhos e façam um acompanhamento de forma sutil. É essencial prestar atenção em alguns sinais que podem estar associados ao consumo de drogas.

É importante ressaltar que certas mudanças de atitudes isoladas podem ser decorrentes de diversos motivos, como problemas na escola, problemas ligados à sua aceitação pessoal , crise de identidade, ou até mesmo o fim de um relacionamento, por exemplo. Mas é fundamental que os pais estejam atentos a qualquer alteração brusca na vida do filho. Algumas vezes é necessário procurar ajuda de um profissional para entender o que está se passando com o adolescente.

1 –  DIFICULDADE DE ADMINISTRAR O DINHEIRO

Dificuldade em administrar o dinheiro da mesada, por exemplo, pode ser um sinal de problema. O hábito de mentir e pedir dinheiro são dois dos sinais mais preocupantes segundo os psicólogos. Os pais também devem ficar atentos se não estão desaparecendo objetos de valor da casa.

2 – MENTIRAS x MANIPULAÇÃO

Os pais devem ficar atentos em comportamentos como mentiras corriqueiras e se o filho passa a simular situações ou tenta manipular os próprios pais.

3 –  FALTA DE APETITE OU EXCESSO DE APETITE

Mudanças no apetite, como sentir mais ou menos fome sem explicação, também é um sinal que os pais devem observar. Algumas substâncias químicas fazem o jovem sentir mais fome do que o normal e outras fazem ele perder peso rapidamente pelo fato de fazerem não sentir fome.

4 – FALTA DE CONCENTRAÇÃO 

Outro sinal que deve ser levado em consideração é quando o seu filho começa a ter dificuldade em cumprir tarefas no tempo estipulado por se dispersarem e não conseguirem manter a atenção.

5 – AGRESSIVIDADE SEM MOTIVOS x DEPRESSÃO

Outro sinal importante é observar se comportamento do filho está mais agressivo e sem motivos. Mas também é possível que ele se torne mais emotivo, depressivo, queira se isolar ou até mesmo criar um “mundo” só seu como se estivesse apático.

6 – TROCAR O DIA PELA NOITE x SONO EXCESSIVO

Algumas mudanças bem clássicas de que a pessoa está fazendo uso de alguma tipo de substância química, está relacionada às mudanças no sono, trocando o dia pela noite ou dormindo o dia todo. Também ao acordar, se a pessoa se sente cansada até que esteja novamente em contato com a droga usada.

7 – MUDAR DE GRUPO DE AMIGOS x AUSÊNCIA DA FAMÍLIA 

Outro sinal que os pais devem observar é a mudança radical do grupo de amigos. Observe os novos amigos que andam com o seu filho e preste atenção se existe algum isolamento familiar. Quando o jovem começa a se envolver e ficar dependente químico, ele tende a ter um grupo que o procura com maior frequência e sempre em horários que deveriam estar dormindo.

Apesar desse tema ser algo muito vasto, separamos apenas 7 sinais de que o seu filho pode estar usando drogas. Os sinais relatados não devem ser avaliados de maneira isolada, mas podem servir como indícios de que o jovem precisa de atenção extra.

18
nov

Superação: jovem vende água na rua vestido de garçom após vencer as drogas

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Ex-usuário de drogas, Thiago dos Santos Pires, de 27 anos, venceu a batalha contra a dependência química e, vestido de garçom, hoje ganha a vida vendendo água mineral no sinaleiro que fica no cruzamento de duas avenidas movimentadas de Goiânia. Ele encontrou no trabalho a chance de recuperar a convivência com o filho de 4 anos, que, segundo ele, não o vê há pelo menos dois anos.

Usando camisa branca, gravata borboleta, calça e sapatos sociais, Thiago serve os clientes em uma bandeja areada, onde apoia o balde com as garrafas imersas no gelo, e lucra cerca de R$ 800 por semana. O pequeno jarro de flores sobre a bandeja traz sofisticação ao trabalho do vendedor que nunca soube o que é uma vida luxuosa.

“Eu comecei vendendo água vestido normal, de bermuda, camiseta, mas percebi que não rendia muito e, às vezes, até via um pouco de medo dos motoristas”, conta o jovem.

“Minha mãe é auxiliar de serviços gerais e sempre trabalhou muito pra dar o pouco que a gente, nove irmãos, tinha”, conta o jovem. Aos 16 anos de idade ele saiu de casa para ir em busca do pai, que até então não conhecia. A partir daí a vida dele “saiu dos eixos”, conforme diz.

“Foi nessa época que me envolvi com amizades que me fizeram afundar nas drogas”, conta Thiago, que passou a morar com o pai em Senador Canedo, na Região Metropolitana da capital. O jovem conta que, quando era usuário de drogas, esteve muito próximo de se tornar um criminoso.

“A gente entra num grau de dependência tão grande que eu comecei a me envolver com gente perigosa e quase fui aliciado pelo tráfico”, revela.

O vendedor lembra que alguns amigos tentaram ajudá-lo, o incentivando a procurar ajuda. Ele se submeteu a um tratamento de um mês em uma clínica de Goiânia e saiu acreditando que estava recuperado.

Após o tratamento  ele conheceu a ex-companheira, com quem namorou 6 anos e teve um filho de 4 anos, o Yago, de quem ele fala com os olhos cheios de lágrimas. “O melhor presente que eu poderia ganhar era ele [o filho]”, diz emocionado.

Thiago conta que conheceu a ex-companheira em um pagode e chegaram a morar juntos nos três últimos anos do relacionamento. O casal se separou depois de uma recaída do jovem. Em meio à bebida e uso de cocaína, o vendedor teve um surto que fez a mulher se afastar, o proibindo de encontrar com o filho.

Depois desse episódio, o jovem morou quase seis meses na rua, gastando tudo o que tinha com drogas e completamente afastado da família. “Eu estava mendigando, completamente humilhado, pensei até em me matar”, desabafa. Thiago conta que a mãe sempre pegava cestas básicas em uma igreja católica da cidade e pensou em ir até lá buscar ajuda.

“Eu pensei, se eles ajudaram tanto a gente quando éramos pequenos, podiam me ajudar a sair dessa vida”, conta.  Ele foi até à igreja. Lá, o convidaram para passar por um tratamento de reabilitação para combater a dependência química.

Segundo Thiago, foram 9 meses de um tratamento de saúde e espiritual. “Quando a gente passa por tudo isso, fica difícil a gente sozinho conseguir vencer, não existe força, tem que buscar em Deus”, disse. Ele recorda-se que, de dependente químico, passou a ser monitor do projeto e, livre das drogas, ajuda outras as pessoas a vencer o vício.

Sonho

Além do trabalho no sinaleiro, o jovem participa da Pastoral de Rua da igreja, onde ajuda a fazer comida para moradores de rua e famílias carentes. Thiago diz que sonha em um dia se tornar um chef de cozinha. “Desde pequeno eu cozinho. Comecei por obrigação, pra ajudar minha mãe a cuidar dos meus oito irmãos. Ainda vou estudar gastronomia”, revela o jovem.

Enquanto devolve dignidade à sua vida ganhando o próprio dinheiro com trabalho honesto, o vendedor já faz planos para um futuro que, para ele, está muito próximo de se tornar presente. “Não vai demorar muito, vou voltar a pagar pensão para o meu filho e dar pra ele tudo o que eu nunca tive, carinho de pai”, afirma Thiago.