30
mar

Não é a maconha! Álcool é a “porta de entrada” das drogas

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chopp

“A maconha é a porta de entrada das drogas”. Quem nunca ouviu isso? Bem, agora a ciência nos ajuda a acabar com esse mito.

O álcool é a primeira substância consumida por pessoas que mais tarde apresentam problemas com o uso de drogas. Esse é o resultado de uma pesquisa publicada no mês de janeiro no Journal of School Health, nos Estados Unidos.

Pesquisadores da Texas A&M University e da University of Florida avaliaram os padrões de uso de drogas nos Estados Unidos ouvindo 2.835 estudantes. A pesquisa informa ainda que o consumo de álcool entre os jovens, na maioria das vezes, precede do uso de tabaco ou maconha. Há também uma relação entre a idade em que os jovens começam a consumir álcool e a predisposição para o abuso de outras substâncias mais tarde.

“Os entrevistados que iniciaram o uso de álcool na sexta série relataram tempo de vida significativamente maior no uso de substâncias ilícitas e também o uso de substâncias ilícitas mais frequentes do que aquelas que iniciam o uso de álcool na nona série ou mais tarde”.

Estudos anteriores já apontavam a total falta de veracidade na frase de que “a maconha é a porta de entrada das drogas”. Mas apontar o álcool como o grande vilão é novo. E esclarecedor também.

Conclusão: “Nossos resultados apontam que quanto mais cedo ocorre o contato com álcool, mais provável é que as pessoas se envolvam com o uso de substâncias ilícitas no futuro”.

23
mar

O crack tornou-se uma epidemia, um problema de saúde pública

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crack

A história se repete todos os dias. Na verdade, se multiplica. Por diversão, curiosidade e até mesmo desilusão, as pessoas se entregam ao perverso mundo das drogas e do álcool. E as consequências são devastadoras. Em função da dependência, que surge rapidamente como no caso do crack (variação mais barata da cocaína), o usuário oscila entre a depressão e a agressividade, chegando a ficar paranóico e podendo até mesmo desenvolver sérios problemas mentais. Perde-se a dignidade, a moral, os valores e o amor por si mesmo e pelo outro.

Quando o consumo chega a um padrão compulsivo, o indivíduo passa a ter graves problemas econômicos, o que o leva a roubar seus familiares, agravando ainda mais os conflitos dentro de casa. O próximo passo todo mundo já conhece. Aliás, está estampado nas ruas das grandes e até das pequenas cidades. Alguns mais se parecem com zumbis, jogados nas calçadas ou vagando pelas ruas, extremamente mal tratados e subnutridos.

O fato é que o crack se tornou uma epidemia, portanto, uma questão de saúde pública. Pesquisa do Lenad (Levantamento Nacional de Álcool e Drogas), realizada em 2012 pela Unifesp, aponta que, no país, mais de dois milhões de pessoas já usaram a droga. Só o Brasil representa 20% do consumo mundial do crack e é o maior mercado do entorpecente no mundo. Hoje, 98% dos municípios brasileiros declaram possuir algum dependente da droga. Isso demonstra que o crack não é uma exclusividade dos grandes centros urbanos. Pelo contrário, marca presença nas cidades do interior e até mesmo nas comunidades indígenas.

Outro recente estudo da Fiocruz revela que 80% dos usuários de crack no país são homens, não brancos (negros ou pardos), sem ensino médio e sem emprego ou renda fixa, ou seja, em flagrante situação de marginalização social. A pesquisa, realizada com 30 mil pessoas em 26 capitais, indica ainda que 40% dos usuários estão em situação de rua, 60% são solteiros e geralmente sem vínculo familiar, com média de 28 anos e que metade já esteve preso. Entre as mulheres, metade tem filhos ou se prostitui.

A situação é angustiante, principalmente para a família do dependente químico, que se sente perdida, adoecida e sem saber a quem recorrer. Aquelas que têm condições financeiras, buscam tratamento para o usuário na rede particular seja por meio de planos de saúde ou via pagamento integral das despesas. Mas e as que não têm recursos? Essas, que representam a maioria, pedem socorro ao Sistema Único de Saúde (SUS), cuja porta de entrada são os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), onde é realizado acompanhamento diário dos dependentes com quadro clínico considerado menos grave. Os casos mais graves são encaminhados para clínicas e hospitais da rede conveniada. Mas os leitos de internação são insuficientes para atender a demanda crescente.

É nesse cenário que se destaca a atuação das entidades sem fins lucrativos, ligadas ou não a instituições religiosas, elas oferecem tratamento gratuito para dependentes químicos, o qual dura em média um ano. Sua ação se baseia no tripé convivência em família, trabalho como processo pedagógico e espiritualidade para encontrar um sentido na vida.

E como podemos contribuir no combate às drogas e na recuperação dos dependentes? Se cada um fizer a sua parte, sem jogo de “empurra-empurra”, é possível oferecer esperança para quem precisa. Afinal de contas, essa responsabilidade é de todos nós!

Precisa de ajuda profissional? Podemos ajudar, entre em contato.

16
mar

Qual são as drogas mais viciantes do mundo?

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Drogas

A pergunta parece simples, mas a reposta para ela depende do ponto de vista. A mais viciante é a que tem mais potencial de danos à saúde do usuário, a que tem preços mais baixos (e, consequentemente, mais facilidade de ser comprada), a que mais age no sistema de dopamina do cérebro, a que mais deixa o usuário fora de si ou a que causa mais sintomas?

O uso de drogas pode causar inúmeras consequências negativas à saúde. E não é só o corpo que sofre quando se está viciado em substâncias alucinógenas: toda parte psicológica do indivíduo fica sensibilizada e a capacidade de julgamento, comprometida; especialmente durante os períodos de abstinência.

Essas crises, que levam o corpo a gritar pela droga em que foi viciado, são ainda mais agudas e nocivas quando as pessoas resolvem diminuir ou se livrar de vez do uso. De acordo com especialistas, o problema é tão sério que as tentativas de largar as substâncias podem causar dores, depressão e até alucinações.

5º lugar: Maconha

Embora um pouco mais leve que as crises de abstinência de outras drogas, a maconha pode causar períodos intensos de ansiedade, perda da capacidade de concentração, insônia e mau humor. Não há um consenso entre os profissionais da saúde, mas a maioria acredita que a maconha causa dependência depois de dois meses de uso constante.

4º lugar: Álcool

Depois do consumo abusivo e constante dessas substâncias por alguns anos, a dependência é certa. E não é por ser uma droga lícita que os efeitos de suas crises de abstinência são menos brutais. Quem entende do assunto garante que os dependentes apresentam tremores, aumento da pressão, agitação excessiva e perda da clareza para avaliar as coisas. Há ainda casos mais graves que podem resultar em alucinações e delírios.

3º lugar: Crack

Derivado da pasta de coca, o crack pode ser considerado uma versão mais barata da cocaína. Inclusive, os sintomas das crises de abstinência das duas substâncias costumam ser bastante parecidos. Apesar disso, o que difere as duas drogas é que as pedras de crack viciam ainda mais rápido, em apenas duas ou três fumadas.

2º lugar: Cocaína

A cocaína interfere diretamente no modo como o cérebro usa a dopamina para enviar mensagens entre um neurônio e outro. Basicamente, a cocaína evita que os neurônios “desliguem” o sinal receptivo de dopamina, resultando numa ativação anormal dos caminhos de recompensa. Em experimentos com animais, a cocaína eleva em três vezes os níveis de cocaína. Estima-se que entre 14 e 20 milhões de pessoas sejam dependentes de cocaína, droga que movimenta cerca de 75 bilhões de dólares anualmente. O entorpecente é tão perigoso que cerca de 21% das pessoas que o experimentam uma única vez tornam-se dependentes.

1º lugar: Heroína

A substância, que vicia em apenas cinco doses, é a campeã no quesito das crises de abstinência. Derivada do ópio, a substância ataca diretamente o sistema nervoso central e tende a causar mal-estar e a inquietação. Além disso, a pessoa que para de usar heroína apresenta aumento de pressão, dores musculares, insônia e vômitos.

Fonte: Super Curioso

09
mar

Microcefalia pode ter ligação com o uso de álcool durante a gravidez

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Microcefalia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) prepara um documento científico para ajudar os médicos a determinar se um recém-nascido tem microcefalia e, nesse caso, poder vincular ou descartar a presença do vírus do zika.

O relatório reunirá as diferentes causas que podem provocar a microcefalia e incluirá estatísticas da circunferência do crânio.

“É muito importante que os profissionais de saúde possam saber como medir a cabeça de uma criança e declarar no final que é um caso de microcefalia ou que se trata simplesmente de um bebê prematuro”, disse hoje em entrevista coletiva Fadéla Chaib, porta-voz da OMS.

“A ideia é que o médico possa fazer uma análise completa, incluindo a gravidez, para poder determinar se a microcefalia detectada está ligada ao zika ou a outros fatores”, acrescentou.

Chaib lembrou que a microcefalia pode ser causada por algo tão anódino como o consumo de álcool durante a gravidez, a exposição a químicos pela gestante e até a desnutrição.

“É muito importante ter diretrizes sobre as diferentes causas da microcefalia”, enfatizou a porta-voz.

Chaib lembrou que é essencial fazer um bom diagnóstico porque uma criança prematura pode ter um desenvolvimento totalmente normal no futuro, enquanto a que tem microcefalia tem muito mais possibilidades de transtornos neurológicos significativos.

A porta-voz indicou que o documento – ainda em preparação e sem data de publicação – terá uma série de diretrizes de como fazer uma análise profunda para chegar a um diagnóstico claro.

Além disso, incluirá variáveis no tamanho da cabeça, como ser menino ou menina, a origem e a constituição dos pais.

“Há uma necessidade de ter uma estandaritização, em diferentes países, em diferentes culturas, que leve em conta a diferença entre crianças de diferentes regiões”, especificou.

No total, a OMS está preparando quatro documentos para ajudar os sistemas de saúde dos países mais afetados pelos surtos de zika.

Um segundo documento versará sobre como lidar com a gravidez caso haja infecção pelo zika, e um terceiro texto se centrará no apoio psicossocial às famílias com um bebê com microcefalia e outros transtornos neurológicos.

Além disso, a OMS está preparando um quarto documento, que incluirá tudo o que se sabe sobre a síndrome de Guillain-Barre e sua relação com o zika.

“Sabemos muito pouco sobre esta síndrome e na OMS temos um especialista que está elaborando um relatório que falará sobre a relação entre a síndrome e o vírus”.

Até o momento a OMS reportou uma associação entre a existência do zika e o aumento da incidência da síndrome de Guillain-Barre em Polinésia Francesa, Brasil, El Salvador, Martinica, Colômbia, Suriname, Venezuela e Honduras.

Já com a microcefalia, a relação foi detectada no Brasil e na Polinésia francesa. E vírus foi encontrado em 48 países do mundo.

Fonte: Da EFE
REUTERS / Ueslei Marcelino

03
mar

Internação voluntária x involuntária x compulsória. Você sabe a diferença?

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Internação voluntária x involuntária x compulsória. Você sabe a diferença?

Com o crescimento devastador do número de usuários de drogas, principalmente usuários de crack, cresce também os problemas sociais. Muitos desses usuários reconhecem que chegaram a um estágio que sozinho não conseguirão sair e nem vencer sozinhos. Com esse reconhecimento, eles próprios procuram ajuda e acabam permitindo ser internados. O grande problema hoje encontrado pelo governo, sociedade e famílias, é lidar com aqueles usuários que não aceitam ajuda e que seu estágio de consumo já está gerando causando um grande perigo ao usuário e às pessoas a seu redor, deixando todos sem saber como agir.

Drogas como o crack, agem de maneira tão agressiva no corpo do usuário que não permitem que ele entenda a gravidade de sua situação e o quanto o seu comportamento pode ser nocivo para ele e para os outros. Foi com base nessa ideia que o deputado federal Eduardo Da Fonte (PP-PE) apresentou, em março de 2012, uma proposta de política pública que prevê a internação compulsória temporária de dependentes químicos, com indicação médica, após o paciente passar por avaliação com profissionais da saúde. A internação contra a vontade do paciente está prevista no Código Civil desde 2001, pela Lei da Reforma Psiquiátrica 10.216, mas a novidade agora é que o procedimento seja adotado não caso a caso, mas como uma política de saúde pública.

Umas das grandes dúvidas existentes, são referentes aos tipos de internações, principalmente a diferença entre involuntária e compulsória.

Internação voluntária

A internação voluntária se faz quando o paciente está consciente das perdas promovidas pelo uso de álcool e/ou drogas, procurando ajuda para desintoxicação e sua recuperação. Se dá com o consentimento do dependente. Os pacientes optam por um regime de internação para mais facilmente proceder a desintoxicação e encontrar um ambiente propício, com recursos para a recuperação de um modo de vida saudável.

Internação involuntária

Esta modalidade de tratamento está indicada para pessoas que precisam do tratamento, mas não estão de acordo com a internação.

Clínica Terapêutica Quintino oferece diversas possibilidades de tratamento, inclusive o tratamento involuntário, previsto em lei. A Internação Involuntária é amparada pelo Decreto 891/38 e, pela Lei 10.216, de 6 de abril de 2001, regulamentada pela portaria federal nº 2.391/2002 e de acordo com RDC N-101 da ANVISA. A internação sem o consentimento do usuário e a pedido de um terceiro, ele sendo responsável pelo paciente, é uma das soluções para quando o dependente químico está colocando sua própria vida ou a vida de outras pessoas em risco e dificuldades e, mesmo assim, é incapaz de tomar e manter uma atitude coerente para sua recuperação.

Deve ser aplicada nos casos em que o dependente perdeu a liberdade de escolha. Este é o ponto central de qualquer transtorno psíquico, a incapacidade do indivíduo não conseguir escolher algo do que faz atualmente. O dependente não consegue mais escolher entre o consumo e a abstinência. A vontade de usar é sempre maior e se sobrepõe a coisas que antes eram importantes como: estudo, emprego, convívio com familiares e parentes, respeito às normas etc. Desse modo, não é tão simples assim ouvir da pessoa “vou me tratar” e nada mais acontece. É chegada a hora de refletir e buscar auxílio profissional, para reverter esta situação, antes que seja tarde demais.

Duração prevista para o tratamento de 180 dias em regime de internação continuada em nossas unidades de tratamento, sujeito à alta terapêutica estabelecida pela equipe, mais um programa de reinserção social.

Temos um custo que permite a maioria das famílias se beneficiarem dos resultados que nossos tratamentos têm proporcionado à muitas vidas.

Internação compulsória

Análoga à internação involuntária, esta modalidade conta com a utilização de meios ou formas legais como parte de uma lei de saúde mental para internação do indivíduo contra a sua vontade ou sob os seus protestos. Neste caso não é necessária a autorização familiar. Preconizada pela legislação vigente aqui no Brasil, no artigo 9º da Lei Federal 10.216/01 é estabelecida a possibilidade da internação compulsória, sendo esta sempre determinada pelo juiz competente, depois de pedido formal feito por um médico, atestando que a pessoa não tem domínio sobre a sua condição psicológica e física.

O tempo de duração para o tratamento está previsto na decisão do juiz e ocorrerá em regime de internação continuada em nossas unidades de tratamento.

Consulte-nos para tratamento de seu familiar ou amigo!